Personalidad partido de citas

Eddard Stark

2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2018.08.08 13:14 JorgeGilManager 13 Estrategias de Marketing Digital para Instagram que debes utilizar

Estrategias de Marketing Digital para Instagram realmente Ganadoras

Instagram dia a dia se esta convirtiendo en una de las RRSS más potentes de todo el mercado. Con mas de ocho millones de cuentas comerciales registradas Instagram se ha convertido en una RRSS más que contrastada para negocios y para conseguir nuevos clientes.
Alrededor de 80 millones de fotos son subidas diariamente a Instagram por su gran base de usuarios, base que tu negocio no debe perder la oportunidad de aprovechar.
Vale la pena señalar que el 60% de los usuarios de Instagram están entre los 18-24 años. Este grupo demográfico es muy interesante para todas las empresas pero en especial para ellas que quieren crear una audiencia fiable a largo plazo, por este motivo (entre otros) Instagram es tremendamente competitivo, en especial en el mercado anglosajón, sin embargo con una buena estrategia vas a conseguir con total seguridad posicionarte por delante de tu competencia.
A continuación vas a encontrar algunas estrategias de Marketing en Instagram que te van a permitir tomar partido en esta plataforma y quedarte en la cabeza de tus clientes por delante de tu competencia.
Las 13 estrategias que vas a encontrar a continuación.
  1. Cambia tu cuenta a Instagram Business
  2. Potencia tu visibilidad con Instagram Ads.
  3. Asociate con Influencers contrastados.
  4. Promoción cruzada
  5. Estudia los datos correctos.
  6. Hashtags si, pero no de cualquier manera.
  7. Crea una Bio para tu perfil realmente buena.
  8. Ten una estrategia en Instagram clara.
  9. Crea contenido por adelantado.
  10. Convierte tu perfil de Instagram en un embudo de ventas.
  11. Crea concursos en Instagram.
  12. Crea historias de Instagram.
  13. Construye una base de seguidores fuerte y fiel en Instagram.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram realmente ganadoras #1.

Cambia tu cuenta a Instagram Business

Antes de sumergirte en el interesante y rentable mundo del Marketing en Instagram, asegurate de que tienes una cuenta comercial o cuenta de negocio en Instagram, para saber más sobre este tipo de cuentas, accede a la sección de informacion oficial de instagram sobre cuentas comerciales.
Estos son algunos de los beneficios más evidentes de convertir tu cuenta en una cuenta comercial de Instagram.
Hacer este cambio es realmente sencillo pero va a representar un gran paso en tu estrategia de Marketing en Instagram. si no sabes como cambiar tu cuenta a la versión negocios, échale un vistazo a la guia oficial de Instagram para cambiar a cuenta de negocios.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #2.

Potencia tu visibilidad con Instagram Ads.

No olvides los anuncios patrocinados, según eMarketer la cantidad de compañias que utilizan publicidad en Instagram va en aumento y actualmente la cantidad de anunciantes en Instagram supera a la que Twitter tenía en 2.017.
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Esta estadística revela que la publicidad de Instagram llego para quedarse. Y como empresa o negocio debes explotarlo cuanto ante pues puede representar una ventaja competitiva abismal respecto a los competidores en tu nicho y en el mercado hispano.
Además de el hecho de que Instagram tiene una base de datos de 700 millones de usuarios, aquí van algunos datos importantes para que consideres el iniciar tus campañas en Instagram cuanto antes.
Como ves, invertir en publicidad en Instagram es una gran forma de obtener visibilidad y rentabilidad, además es un recurso que en el mercado hispano aún es infrautilizado por lo que tienes un gran margen de respuesta.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #3.

Asóciate con Influencers contrastados.

Si realmente deseas llegar a tus clientes potenciales en Instagram entonces debes plantearte el trabajar con Influencers importantes que tengan una base de seguidores que encajen con el perfil de tu cliente ideal.
Al fin y al cabo ellos ya han hecho el trabajo duro, es decir el de crear una audiencia receptiva y fiel que esté dispuesta a escuchar. Con cada vez más personas comprando productos en base a las noticias o recomendaciones que ven en sus RRSS es indispensable asociarse con Influencers cuyos seguidores realmente puedan estar interesados en nuestros productos.
Así que repito, asóciate con influencers con una base de seguidores que encaje con tu cliente ideal y si no sabes que es o como saber cual es tu cliente ideal te invito a que leas el articulo Público Objetivo o Target Group en Marketing: ¿Qué es?
Los influencers de Instagram son usuarios populares que tienen una gran base de seguidores que aceptan sus recomendaciones y responden satisfactoriamente a sus contenidos. Sin embargo, para que tus campañas de promoción con Influencer en Instagram sean realmente rentables asegurate de que el Influencer en cuestión tiene experiencia con tu tipo de producto.
Échale un vistazo al siguiente ejemplo, en donde HP promociona uno de sus concursos mediante un influencer importante en su nicho.
📷
Olvídate de conseguir ganancias a corto plazo y ventas directas de tu producto con tus campañas. En su lugar, concéntrate en construir una estrategia de marketing a largo plazo con la ayuda de Influencers. Tu objetivo debe ser crear una fuerte conciencia de marca (branding) entre un público que realmente pueda adquirir tus productos en el futuro.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #4.

Promoción cruzada.

Una de las mejores maneras para aumentar el alcance de tus publicaciones y el de tu marca en general es con la promoción cruzada, es decir, promocionar tu Instagram en tus otras RRSS.
Quizas ya tengas seguidores en Facebook, Twitter, LinkedIn u otras, entonces ¿por que no los invitas a seguirte en Instagram también?
Al utilizar esta estrategia vas a conseguir generar mayor exposición para tu contenido y a la vez vas a reducir el coste de producción del mismo..
A continuación quiero compartir un ejemplo de promoción cruzada de la firma de abogados expertos en lesiones Marcus & Mack.
📷
Dependiendo de tus objetivos en RRSS puedes automatizar tu estrategia de promoción cruzada para que tus contenidos se autopubliquen en otras RRSS automáticamente.
OJO: Se trata de planificar la publicación no de publicar exactamente lo mismo, personaliza cada una de tus publicaciones aunque el contenido sea el mismo, ten en cuenta que dependiendo de la RRSS pueden funcionar mejor unas prácticas u otras (hashtags, menciones, etc)
TIP: Ten siempre en cuenta que presencia tiene tu público objetivo en las RRSS con las que decidas llevar a cabo tu estrategia de promoción cruzada.
En definitiva, cuando utilizas esta estrategia basándola en una buena planificación, esta estrategia consigue potenciar tu visibilidad en múltiples canales y a su vez transmitir una sensación de coherencia y linealidad.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #5.

Estudia los datos correctos.

Conocer el funcionamiento y rendimiento de tu cuenta de Instagram es el primer paso para mejorarla. Cuando sabes lo que estás haciendo y la repercusión que está teniendo y puedes medir estos resultados de forma objetiva, entonces puedes permitirte “experimentar” para mejorar.
Cuando analizas los datos correctos puedes hacerte una idea de cuando tu estrategia está bien encaminada aunque aún no haya dado los resultados esperados en última instancia (es decir, ventas).
En definitiva, es importante que conozcas los datos que son realmente importantes a nivel general para tus publicaciones y campañas en Instagram.

Tasa de crecimiento de Seguidores.

El número de seguidores que tienes puede considerarse como una cantidad subjetiva (por aquello de los seguidores activos y los inactivos). Sin embargo, tu tasa de crecimiento de seguidores no, ¿por qué no?, sencillo, al estudiar tu tasa de crecimiento vas a poder determinar cómo tus contenidos, publicaciones, promociones, etc. están consiguiendo despertar el interés de seguidores activos (al fin y al cabo están siguiendo nuevos perfiles, en este caso, el tuyo 📷)
📷

Tasa de interacción.

Medir el compromiso de tus seguidores, lo que incluye me gustas o comentarios es vital para saber que tipo de publicaciones funcionan mejor, esta información te dará una idea de que debes cambiar (si es que debes cambiar algo) y que pasos tomar para mejorar tu estrategia. Recuerda fijarte bien en ambas tasas de interacción, es decir la total y por publicación, así te harás una idea más clara del tipo de contenido que tus seguidores consumen.

CTR (Click Through Rate) de URLs en tu perfil.

El seguimiento del CTR que podrás ver en Insights se limita a los enlaces en tu biografía de Instagram. Saber cuántas personas hacen clic y en qué links exactamente te va a permitir ver si tus llamados a la acción para esos enlaces realmente funcionan o incluso conocer qué ubicación para tus enlaces funciona mejor.
Al monitorizar estas estadísticas y otras como por ejemplo crecimiento de hashtags, interacción con hashtags, etc. vas a conseguir promocionar tu negocio de una forma mas eficiente en Instagram pues vas a concentrar tus esfuerzos en lo que tu audiencia realmente consume. No tengas miedo a probar para conseguir aún mejores resultados.
Si no entiendes lo que estas estadísticas significan no dudes en contactar con un experto y contratar sus servicios si es necesario.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #6.

Hashtags si, pero no de cualquier manera.

Todos los negocios que promocionan su marca o su producto conocen el poder de los hashtags, al igual que todos los usuarios de la RRSS. Pero lo cierto es que la clave para el exito con hashtags en Instagram es saber utilizarlos estrategicamente, es decir, no se trata de que incluyas 30 hashtags en tu publicacion (máximo permitido por Instagram). Se trata de que incluyas aquellos que son realmente relevantes y te van a permitir ganar visibilidad.
Debes tener en cuenta dos tipos de hashtags distintos (Si, hay distintos tipos de hashtag :))

1. Hashtags específicos, de marca o campaña:

Los hashtags de campaña son los que creas para promocionar eventos o cualquier otra iniciativa que tenga en marcha, los de marca son los que representan a tu marca comercial directamente, es decir, el nombre de la marca, el eslogan (si es corto y realmente puede ser un hashtag atractivo) y los hashtags especificos son aquellos que creas para que sean únicos y representativos de tu negocio sin que necesariamente sean de marca.
En cualquier caso, asegúrate de tus hashtags sean originales, pegadizos y atractivos (no pongas un exceso de caracteres en el. Visualmente es muy agresivo).
📷

2. Hashtags de contenido:

Estos hashtags se usan dentro del contenido y tienen que ser relevantes para el. Si bien no tienen que ser los más populares, sí que permiten que tu público encuentre tus contenidos más fácilmente. Estos hashtags, aun cuando puedan parecer simples son fundamentales para la correcta difusión de tu contenido, sin embargo, cuidate de no sobrecargar tus publicaciones y de utilizar los hashtags de contenido en un contexto claro y coherente.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #7.

Crea una Bio para tu perfil realmente buena.

Cuando creas una bio para cualquier perfil comercial, es indispensable conseguir que los demás se lleven una impresión positiva de ti o de tu negocio. Yu biografía de Instagram debe explicar claramente lo que hace tu negocio, el tipo de personalidad que este transmite y contener frases o llamados a la acción para fomentar que los usuarios tomen medidas.
Échale un vistazo a este artículo Las 7 Pautas Indiscutibles Para Crear la Mejor Bio Para Twitter es cierto que no son pautas para Instagram especificamente, sin embargo, estoy convencido de que te será de gran ayuda pues los conceptos que debes aplicar para crear una biografía exitosa son parecidos entre las distintas RRSS.
Además, asegúrate de prestar especial atención a los siguientes aspectos de tu biografía en Instagram.
Dedicarle tiempo a la creación y el cuidado de tu perfil de Instagram va a repercutir enormemente en las interacciones de tu público y en cómo te ven lo que a su vez creará más confianza, no dudes en tomarte todo el tiempo que necesites y en buscar toda la información necesaria para crear un perfil de Instagram ganador.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #8.

Ten una estrategia en Instagram clara.

Tener una estrategia de contenido clara y solida en Instagram (y en cualquier RRSS o blog) es indispensable para tu éxito en esta RRSS. Sin contenido útil y relevante vas a tener mucha dificultad para captar la atención de tu público objetivo, mucho menos para fidelizarlo.
Saber previamente el tipo de contenido que te conviene publicar dependiendo de lo que a tu público le pueda resultar más relevante en un momento u otro es vital.
Si lo que buscas es aumentar la conciencia de tu público respecto a tus productos entonces debes crear contenidos que se centren más en tus productos (no necesariamente vendiendolos).
Si lo que buscas es mostrar el lado más personal de tu empresa o marca. Humanizarla en definitiva entonces plantéate crear contenidos tipo “detras de camaras” para que las personas vean que detrás de la marca siempre hay personas reales.
En cualquier caso y al margen de la estrategia que busques a corto, mediano y largo plazo con tu cuenta de Instagram, ten siempre en cuenta el contenido creado por ti pero también aquel que el usuario puede crear (usa concursos, encuestas, etc.) mediante sus interacciones y opiniones.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #9.

Crea contenido por adelantado.

Uno de los mayores desafíos de muchas empresas es el crear contenido constantemente y publicar ese contenido de forma activa una y otra vez, sin embargo, la constancia en lo que a publicaciones se refiere es indispensable para obtener grandes resultados, de otra manera tus usuarios van a detectar esa intermitencia en tu actividad como irregularidad lo que repercutirá en la imagen que tengan de tu negocio o de tu empresa, hasta el punto de olvidarse de ti.
Una buena manera de evitar esta situación es crear una planificación para su contenido y programar la publicación de este con al menos un mes de antelación, para hacerlo efectivamente ten en cuenta lo siguiente:

Entérate de lo que viene:

Para planear correctamente tu contenido, debes saber que va a suceder en el periodo para el que quieres planificar tus publicaciones, es decir saber el futuro :), no, no necesitas un médium, pero sí es importante que conozcas qué eventos populares o relevantes para tu público van a tener lugar para así poder crear publicaciones en ese contexto.
De modo que si sabes que dentro de un mes habrá elecciones, por ejemplo, quizás puedes crear algún tipo de contenido relacionado que no perjudique a tu marca (Ojo si decides politizar tu marca, pues puedes estar cerrando a un sector amplio de tu público objetivo).

Cuida la edición.

Asegurate de dejar totalmente preparadas tus publicaciones, de esta manera no vas a tener que hacer ediciones de último minuto que al final te generen más trabajo repentino, eso no significa que algunas publicaciones puedan necesitarlo, pero si esta en tu mano, evítalo. De esta manera optimizarás tu tiempo.

Programa tu contenido correctamente.

Utiliza una de las muchas herramientas que hay en el mercado para esta tarea, personalmente te recomiendo Hootsuite pero hay muchas otras herramientas de automatización de RRSS que te pueden resultar útiles.
En definitiva el planificar correctamente y con antelación tu estrategia de marketing te va a permitir prestar atención a otros aspectos diarios de tu estrategia de marketing en Instagram.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #10.

Convierte tu perfil de Instagram en un embudo de ventas.

¿Puedes vender productos a traves de Instagram y ganar dinero?... ¡Desde luego!. de hecho Instagram es una gran plataforma para llevar tu negocio a otro nivel y aumentar tus cifras de venta convirtiendo en un nuevo e innovador canal de distribución. Sin embargo, es importante que tengas en cuenta que Instagram es diferente, por ejemplo, si no estás utilizando Instagram Ads, no vas a poder agregar un enlace a un sitio externo en tus publicaciones.
Para vender en Instagram lo mejor es que te centres en lo que se ha demostrado que funciona, es decir, crear una imagen de marca muy fuerte que conecte con tu público y que les ofrezca una imagen cercana y humana de tu empresa y tu producto. Para conseguirlo debes.

Estar activo diariamente.

Habrá muchos marketer o Community Manager que te digan que no es importante publicar todos los dias en Instagram y es relativamente cierto, sin embargo, es muy importante que todos los dias estes activo, es decir, que interactúen con tus publicaciones; que las comentes, que compartas otras publicaciones, que sigas a otros expertos, etc.
Al estar activo de manera regular, aumentas la posibilidad de que las personas adecuadas detecten tu perfil. Este hecho puede marcar la diferencia, a largo plazo podrás ver que tu actividad constante en Instagram contribuye positivamente a tus distintas estrategias de marketing en Instagram.

Ve más allá de las fotos de producto

Si bien es cierto que no hay problema en publicar imágenes sobre tus productos, debes poner un límite a la cantidad de contenido de este tipo en tu perfil, para saber en donde esta el limite la regla 70-20-10 es perfecta.
Independientemente de tu tipo de negocio tu perfil de Instagram debe contener fotografias que reflejen la esencia e ideologia de tu empresa. Tus publicaciones pueden ayudar a que tu público entienda el punto de vista tuyo y de tu compañia, negocio, marca o producto con el fin de que entiendan todo lo positivo que puedes darles. Por ejemplo, puedes publicar citas inspiradoras con naturaleza de fondo, un tipo de imagen y contenido que transmite salud, paz, compromiso medio ambiental y a su vez aporta un contenido que en rasgos generales tiene más opciones de ser compartido lo que automáticamente aumentará la visibilidad de tu marca.

Publica fotos con personas reales.

Cuando ejecutas un negocio orientado a productos, tienes la oportunidad de mostrar tus productos siendo usados o en interacción con personas reales. Por ejemplo, si vendes bolsos, puedes utilizar fotografías de personas utilizando tus bolsos en lugar de fotografías de los bolsos en sí mismo.
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Los usuarios de Instagram se sienten atraidos por aquellas fotos que parecen naturales y poco fingidas. Al involucrar personas en tus fotografías consigues que tu producto se vea más auténtico, este tipo de fotos también ayuda a transmitir a tu público cómo se siente el llevar tus productos.
Por último, pero no menos importante, no necesitas tener acceso a modelos profesionales para tomar buenas fotografías. Puedes mostrar a personas de a pie utilizando tus productos y sera igual de efectivo pues va a parecer muy genuino.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #11.

Crea concursos en Instagram.

Instagram puede funcionar muy bien como canal de distribución y marketing para prácticamente cualquier negocio, incluido el tuyo, pero recuerda que es necesario que te comprometas con tu público objetivo significativamente, es decir que te comprometas a aportarles valor constantemente tanto con tus productos gratuitos como de pago.
Una forma dinámica de demostrar ese compromiso con ellos es creando a concursos y ofreciendo totalmente gratis contenidos con valor o pruebas de tu producto.
Si bien, cuando se trata de crear concursos en Instagram existe una curva de aprendizaje que se debe tener en cuenta, tampoco se trata de ciencia espacial. Cuando tu concurso consiga ser exitoso vas a beneficiarte de ellos en más de una manera, no solo vas a conseguir aumentar tus seguidores sino que además le vas a dar visibilidad y exposición a tu producto, genial ¿verdad?.
Instagram no tiene ningun tipo de limite de promoción de concursos, lo cual es genial para tu estrategia, la única limitación (o mayor ventaja) es tu imaginación. A continuación te presento tres modalidades de concursos que han probado ser exitosos y que te pueden dar algunas ideas.

Concursos por likes.

En este caso lo único que necesita el usuario para participar en el concurso y tener la oportunidad de ganar es darle “like” a tu foto, eso es todo. Dado que el usuario no tiene que llevar a cabo ninguna acción que implique demasiada atención o esfuerzo para participar, este tipo de concursos es ideal para aumentar el compromiso y la respuesta de los usuarios. Solo dar “me gusta” hace que el concurso sea mucho más ágil, este tipo de concurso puede traerte nuevos seguidores pero no es su objetivo principal.

Concursos por comentarios.

Este concurso es similar al anterior pero como su nombre indica se debe comentar para participar. Este tipo de concursos están muy bien si buscas algún tipo de comentario específico y al mismo tiempo deseas aumentar la participación en tu publicación.

Concursos por fotos.

Si eres un usuario activo en Instagram, seguramente conozcas este tipo de concurso pues es realmente popular en la RRSS, es sencillo, los usuarios deben publicar en su perfil un tipo de foto muy específico y usar un hashtag que represente al concurso. El motivo por el que este tipo de concursos funciona tan bien es porque le da relevancia a tu hashtag y en definitiva a tu marca.
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De cualquier manera, ten en cuenta que dependiendo del concurso el esfuerzo para tu usuario será mayor por lo que la recompensa debe serlo también, si no ofrece un premio que le transmita al usuario que vale la pena participar no vas a conseguir ningún resultado.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #12.

Crea historias de Instagram.

Crear y compartir contenido auténtico es fundamental si quieres que las personas te reconozcan, a ti o a tu negocio. Para conseguir transmitir esa sensación de publicación “genuina y poco planificada, por lo tanto auténtica” es recomendable que utilices las historias de Instagram, es una función similar a la de Snapchat, seguramente la conozcas.
Al utilizar este tipo de publicación (desaparecen 24 horas después) consigues generar la sensación de constante renovación y actualidad que predomina en Instagram, además transmites cercanía y frescura pues no es una función que en el mercado hispano las empresas o negocios usen a menudo.
Las historias de Instagram son una excelente manera de mantener a tus seguidores comprometidos y brindarles un excelente contenido, antiguamente en Instagram solo podías publicar fotos, ahora ha cambiado para volverse mucho más interactivo.
La verdadera pregunta es ¿por qué crear contenido que va a desaparecer en 24 horas?. La respuesta es bastante simple, esta “fecha de caducidad” del contenido consigue transmitir urgencia a los usuarios por lo que toman decisiones como compartir, comentar, etc. mucho más rápido, gracias a las historias de Instagram vas a conseguir que muchas más personas noten tu marca.
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Cuando lo comparas con las fotos en Instagram, las historias son mucho más faciles de crear, lo unico que necesitas es una buena idea y ya esta, realmente no es necesario un exceso de preparación para poner tu historia al alcance de tus seguidores.
Además, un aspecto muy positivo de las historias de Instagram es que gracias a que solo se ven por un tiempo limitado puedes probar distintos tipos de publicación para saber si hay alguna realmente rompedora, todo sin arriesgarte a que esta publicación sea permanente con todo lo negativo que una mala prueba de contenido puede traer para tu marca.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #13.

Construye una base de seguidores fuerte y fiel en Instagram.

Como dueño de tu producto o negocio o incluso como representante de otro producto o negocio, si realmente quieres rentabilizar tu cuenta de Instagram es vital que te centres en fidelizar a tus seguidores y en ampliar la cantidad de seguidores realmente comprometidos con tu marca.
Si tus seguidores no están ansiosos por interactuar con tu contenido nunca veras una rentabilidad real positivo respecto a tu inversión de tiempo y dinero en tu perfil de Instagram. A continuación te dejo algunos tips para que crees y mantengas una comunidad de Instagram comprometida, si quieres saber más sobre cómo ganar dinero con Instagram haz clic en el enlace.

Conoce a tus seguidores

Si no conoces a tu audiencia, nunca sabrás cómo darle lo que quiere y necesita, incluso aunque logres publicar fotografías y videos geniales no vas a conseguir nada si no consigues que tu público objetivo vea tus publicaciones. Por ese motivo debes esforzarte en hacerle preguntas a tu público a fin de conocerlo mejor, de saber que tipo de contenido le gusta, que horas de publicación prefiere, que dias, etc.
Recuerda que cuanto más esfuerzo pongas en conocer a tu audiencia en Instagram (y en general) mejores resultados conseguirás con tu estrategia de marketing digital.

Haz más preguntas

Hacer preguntas a tus seguidores en tus publicaciones funciona muy bien para aumentar la participación de estos, el motivo es muy simple, a las personas les gusta sentirse valorados y escuchados. Concretamente, tus seguidores quieren que de alguna manera tu consideres sus opiniones como importantes, por eso valoran que les preguntes.
Cuando haces las preguntas correctas estas contribuyendo a crear una base de seguidores más atractiva (lo que atrae a nuevo seguidores). es tan sencillo como preguntarles a tus seguidores qué tal su dia o cuales son sus planes más inmediatos (¿Y si haces una encuesta teniendo en cuenta esto?).
También puede funcionar muy bien el que muestres parte de tu entorno a ellos y les pidas una opinión al respecto, en conclusión, de lo que se trata es de que consigas establecer una charla con tus seguidores para así conocerlos mejor, de esta manera le darás un toque humano a tu perfil de Instagram y obtendras información muy valiosa, no te preocupes si al principio no te responden, con el tiempo la cantidad de personas que lo hacen aumentará.

Destaca

Instagram está lleno de marcas, pequeñas y grandes empresas que están deseando promocionarse, por eso es indispensable saber diferenciarse si realmente quieres conseguir grandes resultados en Instagram.
Si eres un blogger de viajes, tal vez podrías compartir consejos de viajes realmente únicos, compartir tus experiencias es una manera realmente buena de diferenciarte principalmente porque nadie conoce tus experiencias como tu mismo.
También es muy recomendable que te plantees compartir consejos útiles todos los días con tu público, en definitiva entre más orientado a la buena información esté tu perfil de Instagram más facil será conectar con tu público y que este te valore a ti, a tu marca y compre tus productos. Se trata en gran medida de aplicar una estrategia de Inbound Marketing a tu cuenta de Instagram.
Y esto es todo por hoy, si realmente te gusto este articulo, si te pareció útil, por favor compártelo, esos 15 segundos son tu mejor gracias :)
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2018.05.21 16:34 jefparis1973 El porqué de mi humilde respaldo a Irene y Pablo.

Le he estando dando vueltas al asunto del chalet, de la hipoteca y del acoso que están sufriendo Pablo Iglesias e Irene Montero. Al inicio de esta polémica consideré una maniobra torpe por parte de los interesados la compra y del mencionado chalet, pese a que ello suene surrealista. ¿Por qué debería importarme la vida privada y honrada de unos políticos que luchan por los derechos de los menos favorecidos? ¿Por qué no pueden estas personas aspirar a una buena vida fuera del martirio siempre y cuando lo hagan honestamente? Pues en un principio, me metí en la cabeza del ciudadano poco lúcido que vota a izquierdas porque se siente identificado con el candidato de turno, porque ha comprendido lo básico del mensaje pero tampoco es que reflexione demasiado y que baila un poco a merced de los medios de comunicación; básicamente y hablando claro, me puse en el papel del necio de a pie. Y desde este punto de vista, me pareció que este tipo de votante no comprendería esta situación y tragaría toda la basura que arrojarían sobre el público, los partidos de derechas generalmente (y los que no lo son tanto también...), así como la mediatización exacerbada y exagerada de los mass media afines a esta ideología, y cuyos intereses dependen de lobbies capitalistas. Recordé, entre otras apariciones, la rueda de prensa en la que Irene Montero metió la pata (hay que decirlo así de claro) con el tema del ático de De Guindos; si no se tienen todos los datos es mejor callarse y si te rebaten tus argumentos, y no te quedan más recursos pues lo ideal es reconocer el error cometido y disculparse; negar lo mencionado e irse no es lo mejor que se puede hacer. Pero quiero atribuir esta desafortunada situación al estado nervioso de Irene por el acoso y la presión sufrida así como a una cierta ingenuidad, que no es reprochable sino que, en mi opinión, revela una personalidad más bien cándida y honesta, poco acostumbrada a estos alborotos (y con razón). Luego comencé a reflexionar más calmadamente sobre el tema y en función de los comunicados de prensa de la pareja: se difundieron muchos datos, yo diría que demasiados, explicando el porqué de la compra, el importe de la hipoteca y su duración, fotos del lugar, detalles de las instalaciones, etc. Con toda esa información llegué a algunas conclusiones que ahora considero que no debería haberme ni tan siquiera planteado, y básicamente me dije: 800€ al mes debe ser más o menos el coste del alquiler de una vivienda en Madrid (y en otras ciudades españolas) en un barrio o zona en dónde le dejen a uno vivir tranquilo (soy actualmente víctima de la convivencia en un barrio popular porque ser humilde no significa siempre tener malos modales y a mi me gusta tener paz y sosiego de los que ahora me veo privado...). Así que el gasto no me pareció desmesurado y el proyecto tampoco pinta ser algo fuera de lo común, que yo también llevaría a cabo si mi situación lo permitiese. Luego llegó esta mañana llegó la noticia de la votación que las bases del partido deberemos llevar a cabo para determinar si tanto Pablo como Irene siguen en sus puestos de responsabilidad, y a priori pensé; ¡Pero cómo nos ponen en esa tesitura! Por una parte mi faceta de estratega me decía que en lo que a marketing se refiere, lo acontecido a sido llevado con mucha torpeza, pues ya sabemos cómo se las gastan los del PP, los de C's y hasta los del PSOE. Ya sabemos que los medios de comunicación son en su mayoría lacayos de importantes interese económicos que tiran de las cuerdas de los políticos y que por lo tanto su labor es la de llevar una campaña continua de acoso y derribo a una incipiente fuerza política que promueve un cambio profundo en la sociedad para reducir, aunque sea un poco las desigualdades que sufren los más humildes. Y sabiendo que están bajo la lupa mediática y conociendo la mala fe de los adversarios políticos, en ocasiones hay que pecar de prudente y mantener la imagen idealizada por algunos, en detrimento de su propia comodidad y bienestar; esto es duro, pero por desgracia, para sacar del poder a todos estos corruptos y malhechores públicos, hay que hacer algunos sacrificios, al menos hasta conseguir alcanzar una cierta posición de poder desde la que ya por fin se pueda ayudar a la gente de a pie. Por otro lado mi faceta humanista me hizo pensar sobre el devenir de la incipiente familia que quiere formar la pareja y su derecho a una vida digna y a poder ser cómoda; ¿Porqué negar a los demás lo que uno desearía para sí? También pensé en lo que comentaban algunas personas, en esta misma "Plaza Podemos", sobre las incoherencias entre el discurso político de Irene y Pablo y luego su modo de vida; que si tener una piscina no es ecológico (al menos con las políticas energéticas actuales), que si uno llega a cierta iluminación desde la sobriedad, he leído citas brillantes de Rousseau expuestas por los participantes de este foro y no ha faltado la comparación el ex-presidente de Uruguay (al cual admiro particularmente) y su vida austera y consecuente. Entonces, en medio de esta vorágine, miré un poco más a mi alrededor y me cuestioné sobre mi forma de ser y de pensar, que no siempre son coherentes: soy ecologista y miembro de Greenpeace, pero sigo utilizando un coche de gasolina porque de momento no puedo comprarme uno eléctrico y menos aún recargarlo en este país de forma gratuita (no como en Suecia por ejemplo). También viajo en avión porque tengo familiares que viven lejos y con el ritmo de vida al que estamos sometidos no me queda otra forma de ir a visitarlos en un periodo de tiempo razonable. Recordé también mi simpatía por la facción anticapitalista de Podemos pero al fin y al cabo sigo siendo un consumidor, que se esfuerza, eso sí, por ser responsable aunque no siempre puedo o quiero. Sin embargo sí que separo la basura para reducir la contaminación, intento no malgastar energía ni agua, me esfuerzo por comprar sólo lo que necesito y de marcas comprometidas socialmente. Y así con un largo etcétera; con esto quiero decir que pese a mis buenas intenciones y pensamientos constructivos, no siempre me es posible tener una conducta intachable y acorde con estos ideales, ya sea por comodidad o por fuerza mayor; pero no dejo de vivir por ello. Es cierto que yo no soy un personaje público y que no represento una corriente política, pero aún así me siento comprometido en dar ejemplo pese a no lograrlo siempre: es un hecho que tengo que asumir a mi pesar. Luego, esta misma mañana encendí el televisor y recordé que había escuchado que en breve iban a cancelar el programa de "Las Mañanas de Cuatro" (creo que se llama así), un programa aún lo bastante crítico con el poder como para molestar en vísperas de elecciones, así que puse ese canal recordando también la defenestración de Cintora y su posterior "rehabilitación". Durante dicho programa salió, como no, otra vez el tema del chalet de Irene y Pablo, con algunos comentarios bastante acertados sobre cómo se trató a los dirigentes socialistas cuando enseñaron su auténtico ser y los intereses económicos que realmente perseguían, en comparación con el trato a Irene y Pablo. También se habló del incumplimiento de la Ley de Memoria Histórica, con una multitud de fascistas de este país manifestando su dudosa ideología en actos públicos. Se mencionó las curiosas agendas de los ministros del PP que siempre acaban en actos en las localidades donde viven y cuyo coste asumimos los contribuyentes y así unas cuantas patadas más en mi dignidad. También recordé algunos comentarios de Eduardo Inda sobre la camaradería entre periodistas y afinidades entre programas y medios que me revolvieron un poco más las tripas. Bien pues después de todo esto sopesé los errores casi triviales cometidos por Irene Montero y Pablo Iglesias en materia de imagen y comunicación, y los comparé con el estercolero en el que vivimos, y del que esta pareja, junto a muchos más, intentan sacarnos. He visto el peligro que corremos si al final cedemos ante la presión mediática y a los razonamientos “simples”, motivados por cierta envidia y poco espíritu autocrítico. Si al final cesamos a Irene y Pablo, pues les habremos dado la razón a todos los hipócritas de derechas que hoy señalan con el dedo una compra lícita y un deseo de llevar una vida familiar digna, mientras ellos siguen expoliando las arcas del Estado, mientras nos siguen robando descaradamente con sus contratos blindados a empresarios amigos. Mientras siguen destruyendo el ecosistema con sus políticas energéticas sectarias por mera codicia. Mientras se financian ilegalmente y utilizan la radio y televisión pública en su beneficio con una actitud que recuerda regímenes totalitarios de otras épocas (o no). Mientras algunos ciudadanos alquilan balcones para dormir o lo hacen en calle, los españoles seguimos manteniendo una monarquía que negocia con dictaduras y estados que colaboran con terroristas o que son participes de conflictos vergonzosos y sanguinarios. Seguimos pagando por una electricidad, unas energías que deberían ser gratuitas; ¡Hay campos de paneles solares en Inglaterra mientras en la Comunidad Valenciana no se ve ni uno! Se encarcelan a personas por las letras de sus canciones, por sus comentarios en alguna que otra red social mientras algunos otros se explayan en sus comentarios fuera de lugar y generalmente de índole fascista… Mientras tanto se está destruyendo el sistema de Sanidad Pública y Educacional, reservando el derecho a vivir y a aprender a los adinerados y poderosos. Mientras se está desmantelando el sistema de pensiones de nuestro país al tiempo algunos se envuelven en la bandera española y claman ser patriotas sin importarles el futuro de su pueblo. Y así una larga lista que sinceramente estoy harto de recordar. Y por otro lado me encuentro con el caso del chalet de Irene y Pablo, y miro toda la basura que el actual sistema me hace tragar día sí, y día también; ¿Y tengo que vilipendiar a una pareja por querer formar un hogar? Pues la respuesta es ¡NO! Así que voy a votar por la permanencia de Irene Montero y Pablo Iglesias en sus funciones, porque me quieren vender que un error de imagen es peor que toda la corrupción que me asfixia a diario.
Un abrazo y mi respaldo para Irene y pablo.
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2017.08.23 13:57 albedrio A pesar de que estemos ante un término esencialmente político, la verdad es que en la vida española el autoritarismo se encuentra en la calle, la casa, la oficina, en todas partes. Lo que ocurre es que ya ni nos llama la atención. Es parte de nuestra personalidad colectiva.

Es inútil argüir que en España la cuestión del autoritarismo pertenece al pasado, es un resto de la memoria histórica. Es posible, pero la semilla ha seguido reproduciéndose en el ambiente de un régimen democrático. Es más, se trata de una tacha que se manifiesta igualmente fuera de la política, en el dominio (ahora dicen "ámbito") de las relaciones particulares.
Son innúmeros los esfuerzos que hacemos todos para tener razón a la hora de conversar o de seguir la rutina doméstica o laboral. El autoritarismo no es más que la creencia de que quien manda o ejerce cierta preeminencia siempre tiene razón o por lo menos tiene más razones que sus subordinados. No es fácil explicar tal grado de irracionalidad, ya que es evidente que no todos pueden tener razón siempre.
A pesar de que estemos ante un término esencialmente político, la verdad es que en la vida española el autoritarismo se encuentra en la calle, la casa, la oficina, en todas partes. Lo que ocurre es que ya ni nos llama la atención. Es parte de nuestra personalidad colectiva. Los partidos políticos disimulan el autoritarismo larvado con el expediente de las elecciones primarias. Son solo un remedo democrático, pues no existe un control público del proceso, ni siquiera del censo. Los españoles acabamos creyendo que elegimos al Gobierno y a su presidente, cuando tales cargos supremos son el resultado de cambalaches parlamentarios. La corruptela se repite en los otros niveles de las comunidades autónomas o de los municipios. ¿No es maravilloso que, después de todo, a los españoles les guste tanto votar?
Históricamente, la democracia nació en la Edad Media para que los contribuyentes acordaran con el Rey los pechos que habían de imponerse. Tal hermoso principio nunca se cumplió del todo, y menos ahora. Una parva ilustración: ¿por qué, si el valor de las viviendas en España ha descendido claramente durante el último decenio, sus propietarios han visto subir el IBI? Nadie puede creerse que esa decisión se tome de una forma democrática. En realidad, todos los partidos parlamentarios están de acuerdo en que los impuestos deben subir inexorablemente. La explicación falaz es que hay que seguir atendiendo a los gastos sociales, siempre crecientes. El caso más lacerante es el de los herederos que renuncian a la herencia por no poder pagar los impuestos correspondientes.
¿Cómo se explica que un consistorio municipal tenga el poder para alterar los nombres de las calles? Y eso sin llegar al extremo jocoso de eliminar el rótulo de la calle Antonio Machado por la razón de que fue un "españolista".
Pero el autoritarismo de la política no es lo fundamental. No es verdad que todos los españoles sean iguales ante la ley (ahora dicen "la legalidad"). No hay que llegar al distinto trato que dan los tribunales de Justicia a unos u otros justiciables. Muchos españoles acumulan las experiencias de haber llamado a un teléfono de atención al cliente de cualquier servicio público o empresarial. Es claro que el robot al otro lado de la línea tiene todo el poder y, por tanto, la razón. La cosa es que el cliente desista de su queja.
Son muchas las oficinas públicas y particulares que acuerdan el sistema de cita previa (el adjetivo es ocioso) para facilitar la visita de los clientes. Pero lo normal es que impongan una fecha y hora sin consultar el interés del solicitante.
Las muchas prácticas autoritarias que nos envuelven ya no llaman la atención; constituyen el medio natural donde nos movemos. Ningún pez se hace cuestión de vivir en el agua.
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2017.02.24 17:19 eduardo98m Como creo que se puede salir de este peo.[Política]

Ante todo disculpar mi bajo nivel de redacción, y poco conocimiento en ciencias políticas hago ese post con el fin de compartir mi opinión sobre como se daría un cambio en el país y me gustaría escuchar sus opiniones sobre el mismo.
Ayer leí un articulo de AP (publicado en este miso subredit (https://www.reddit.com/vzla/comments/5voi1e/ap_analysis_why_venezuelans_have_lost_hope_life/) del cual fueron extraídas dos citas (en los comentarios del post )de un profesor de Harvard especializado en política Latinoamericana que me hicieron cambiar un poco mi visión sobre la situación política del país.
La primera, decía que con más gente en la calle y con más protestas no se iba a tumbar el gobierno.
La segunda señalaba que no se podía amenazar a quienes estaban en posiciones de poder en el gobierno, pues esto los volvería más reacios a aceptar un cambio político en el país.
No nos detengamos mucho en la primera, afirmación que aquí ya muchos conocen que es que solo con las armas se tumban los gobiernos. (Recomiendo ver del video de CGP grey Rules for Rulers: https://www.youtube.com/watch?v=rStL7niR7gs)
La segunda que me parece más interesante y creo que ahí esta la clave del cambio político en el país, pues me parece que al convencer a quienes mantienen a Maduro en el poder (No me refiero a sus ministros y diputados si no a las instituciones y las FAN) de sacarlo es la mejor vía para lograrlo. La pregunto es cómo se logra convencer a esas personas, ahí es donde entra el chavismo descontento, y es que hay que tener algo claro muchas de las personas que mantienen a Maduro en el poder lo hacen por que la oposición les cae mal pues han estado tragando propaganda política durante 18 años, es decir que la oposición como esta en este momento (Mesa de la Unidad, y sus principales partidos y dirigentes) no va a lograr por si sola llegar a dichas personas, por lo que la oposición tiene que contactar con los dirigentes del chavismo contrarios al gobierno (se que suena medio raro) principalmente los Partidos políticos del GPP que no se legalizaron (ejm: PCV), Rodriguez Torres y Alcalá Cordones. Pues estas personalidades son capaces de convencer a gran parte de funcionarios del gobierno a que actúen con cierta seguridad en contra de Maduro (Recuerden lo que le paso a CAP, dos golpes de Estado no pudieron contra él pero un fiscal o juez (ahorita no me acuerdo :() si,que por cierto había formado parte de su primer gobierno).
Y ustedes se preguntaran que puede dar la oposición a cambio de tantos favores, (tumbar un gobierno no es fácil) pues muy simple darle credibilidad Internacional al gobierno de transición posterior al de Maduro, pues es algo de lo que no goza esos sectores del chavismo mencionados antes.
¿Qué piensan ustedes?¿Creen que es un punto de vista acertado?¿Creen que va a pasar otra cosa y nos vamos a joder para siempre en un estado soviético tierruo?¿La otra salida es Maiquetía?¿En que creen que me equivoque?
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2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
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2016.07.03 14:41 Cordura2015 Podemos: ¿El rey va desnudo?

Modesta aportación, analítica pero cordial, al presente debate en Podemos sobre las causas del batacazo del 26J, en el marco de nuestra serie sobre la naturaleza de esta formación política. Además, sin ánimo acusador pero sin tabúes, se sugiere un revulsivo. «La confluencia se ha revelado como el camino correcto» (Pablo Iglesias, secretario general de Podemos). «Ciertamente, el acuerdo [con Izquierda Unida] no parece haber funcionado» (Íñigo Errejón, secretario político de Podemos). Aquí no se trata de avivar la “guerra” –mediática– entre pablistas y errejonistas. Se parte de reconocer la inmensa valía de los dos compañeros así aludidos y la necesidad de que sigan juntos, aportando su sapiencia al proyecto. Como se verá, la tesis aquí sostenida da la razón a la anterior cita de Pablo frente a la de Íñigo, lo que no implica ningún sí incondicional al primero.
¿Fracasó la coalición?
A efectos didácticos, a continuación ofrecemos esquemáticamente nuestra tesis1 y reservamos el primer comentario del hilo para ampliarla mediante notas a pie: 1. La coalición con Izquierda Unida (IU) funcionó en grado relevante: gracias al número de escaños (69 + 2 = 71), Podemos camufló su bajada e IU los aumentó de 5 a 8. 2. Téngase en cuenta, además, que la base principal de la comparación para medir la bondad o no de la coalición [email protected] Podemos (UP) no puede ser el 20D sino las expectativas electorales de las semanas previas a la constitución de aquella (cuyo preacuerdo llegó el 9 de mayo). 3. En esas semanas, ateniéndonos a las encuestas, Podemos podía perder incluso más de 20 de los 69 diputados del 20D.2 Quizá, partiendo de esa base, 2 más 2 sí fueron 4. 4. Podemos había nacido como un partido transversal, lo que le llevó a rechazar tajantemente coaligarse con IU en aquellas elecciones.3 La confluencia general de cara al 26J se explica necesariamente, desde el lado de Podemos, por las pobres perspectivas que le auguraban los sondeos. 5. El millón largo de votos perdidos, que sin duda ha supuesto un fracaso para UP, habrá que explicarlo no tanto por la confluencia en sí como por los antecedentes de la misma y factores similares.4
¿Qué es lo que falló?
Por supuesto, lo anterior no niega que, en comparación con los resultados del 20D, Podemos ha fracasado el 26J. Sin embargo, nos ayuda a comprender por qué no sobrevino un escenario cercano a la debacle, aunque sí un alarmante desplome (en votos). Como ya hemos apuntado, para averiguar los principales motivos del mismo hay que remontarse a los meses previos al surgimiento de UP, y especialmente a la minilegislatura fruto del 20D. Veámoslo: 1. El concepto clave es desgaste. Pero, como vamos a ir viendo, resulta demasiado amplio. Para empezar, hay que relacionarlo con la imagen de Podemos y con quien más la ha nutrido: su secretario general. 2. Pablo Iglesias tiene rasgos de líder nato. Es activo, rompedor, con gancho y singular capacidad de arrastre; también es, y sobre todo resulta, demasiado polémico, lo que en parte se debe a las características del proyecto Podemos, enfrentado al establishment, pero también a su propia personalidad. 3. El colmo ha sido la manida pero incuestionable sobreexposición mediática de Pablo (de la que se lleva hablando más de año y medio –ejemplo–, sin que nunca se corrigiera). 4. Por genial que sea el personaje, nadie es perfecto, y tanta presencia en los medios provoca saturación en la audiencia y propicia la multiplicación de errores y defectos5 en la transmisión del mensaje. El resultado es hartazgo y pérdida de credibilidad. El protagonista se acaba quemando y, lo que es peor, tiende a quemar también el proyecto.6 5. Volviendo a la breve legislatura pasada, parece indudable que, aun cuando Podemos fue más honesto y coherente al buscar pactos que sus rivales directos (PSOE y Ciudadanos), en ella prevaleció el relato de estos últimos (pero no sin graves errores de imagen de Pablo Iglesias y los suyos, pese a conocer la importancia de la percepción pública de sus actos). 6. Para comprender aún mejor el batacazo, es necesario remontarse todavía más atrás: a la precampaña del 20D, hace ya un año, cuando Pablo Iglesias empleaba palabras gruesas refiriéndose a IU.7 Alguien previsor y que conoce la importancia de las emociones nunca debería haber caído en ese error.
El revulsivo
Ahora nos toca ser niños, como en el cuento, y señalar la desnudez del rey (por más que, a diferencia de las típicas aplicaciones del cuento, sea un “rey” realmente querido por la gran mayoría de sus “súbditos”). Aunque Podemos no es un partido tan personalista como por ejemplo Ciudadanos, la genial desmesura de Pablo Iglesias –que la tiene para bien y para mal– ha agostado la frescura de esta fuerza política para un creciente sector de electores. Dado el magnetismo del personaje (tan repulsivo como atractivo), eso genera un techo de facto que bloquea las posibilidades de crecimiento y ahuyenta más que atrae a sectores que de otro modo podrían votar a Podemos. En razón de ello, desde la gratitud por lo que ha dado (el propio hecho de haberse quemado involucra mucha generosidad), parece llegado el momento de que, como él mismo insinuara hace más de un año, pase a un segundo plano.8 Pablo es joven, y si se lo toma, al modo de Moisés, como una temporada en el desierto, le será a él mismo de provecho, ayudándole a madurar. Tal decisión, en todo caso, puede ser beneficiosa para [email protected] Podemos (que tiene “banquillo” de sobra para reemplazarle: Alberto, Ada, Íñigo, Mónica, Echenique…) y para España, al desbloquear el futuro de la única formación sólida realmente alternativa al pensamiento único. Y sin perjuicio de que, ya completada su maduración, Pablo pudiera regresar al primer plano.
[Para enlaces y notas a pie que amplían información, ver: https://sontantascosas.wordpress.com/2016/07/01/podemos-iii-el-rey-va-desnudo/]
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2016.07.01 11:13 EDUARDOMOLINA Errejón busca frenar el avance hacia una alianza duradera entre Podemos e IU. La necesidad de recuperar el discurso transversal de Podemos –lo que implica marcar distancias con IU. Pablo Iglesias defiende que la coalición debe de ser el primer paso hacia una alianza duradera y estable.

http://www.infolibre.es/noticias/politica/2016/06/30/errejon_busca_frenar_avance_hacia_una_alianza_duradera_entre_podemos_iu_51898_1012.html
"El número dos de Podemos, Íñigo Errejón, quiere echar el freno al proceso de acercamiento del partido morado a IU. El secretario de Política de Podemos siempre ha visto con recelos esta alianza, y este miércoles deslizó en una entrevista que la confluencia "parece no haber funcionado" y "habrá que evaluar" la conveniencia de mantenerla. Las próximas citas electorales son las autonómicas de Galicia y el País Vasco el próximo otoño, y los errejonistas tendrán ocasión de mostrar sus dudas en la reunión del Consejo Ciudadano –el máximo órgano de dirección de Podemos entre congresos– el próximo día 9, con la vista puesta en la celebración de una Asamblea Ciudadana –un congreso– extraordinaria que es probable que se celebre antes de fin de año.
Los malos resultados electorales de Podemos en las elecciones del pasado día 26 han reabierto el debate sobre la confluencia y, fundamentalmente, sobre cómo debe llevarse ésta a cabo. Pese a que los dirigentes insisten en que existen mutltitud de matices entre unas y otras posturas, lo cierto es que hay, fundamentalmente, dos posiciones dentro de Podemos en relación al pacto con IU: la de aquellos que piensan, como el líder Pablo Iglesias, que la coalición debe de ser el primer paso hacia una alianza duradera y estable, y la de quienes opinan que lo mejor es conformar, como mucho, un "matrimonio de conveniencia" con IU –en palabras del exsecretario de Organización, Sergio Pascual, muy cercano a Errejón– manteniendo la identidad y el discurso diferenciado de Podemos, basado en la transversalidad.
Estos dos diferentes planteamientos ya existían antes de la firma del acuerdo de coalición para las generales y el debate se ha reavivado en los últimos días. Mientras Iglesias y el secretario de Organización de Podemos, Pablo Echenique, se han esforzado en afirmar que la alianza con IU será duradera en el tiempo, los errejonistas se han mostrado partidarios de no atarse a una organización que, entienden, limita el discurso transversal de Podemos y lo enclava en el espacio de la izquierda clásica. "Hay que evitar quedar atrapados en etiquetas más estrechas", planteó a este respecto Errejón este miércoles.
Las dos visiones se encontrarán el próximo 9 de julio en una reunión del Consejo Ciudadano estatal –que reúne a los 63 miembros de la dirección, los 17 barones autonómicos y a Iglesias– que servirá para analizar los datos del análisis que está realizando Podemos para conocer con detalle los motivos de su batacazo electoral. Allí también habrá que decidir sobre la conveniencia de repetir la alianza con IU de cara a las elecciones vascas –el proyecto gallego de En Marea, que reúne a Podemos, IU y Anova, siempre ha generado mayor consenso en la dirección–, ya que los errejonistas no tienen claro que les vaya a favorecer.
Así lo asegura uno de los barones autonómicos cercanos al número dos del partido, que entiende que Podemos está "habilitado" por sus bases para mantener la alianza con IU en las autonómicas en el País Vasco pero afirma que la decisión no está tomada, pese a que Echenique dio por segura el pasado lunes la repetición de la coalición. "Habrá que verlo el día 9, pero yo no sé si es lo más conveniente", plantea este secretario general autonómico. Por su parte, su homólogo vasco, Eduardo Maura, señaló por su parte que no descarta "ninguna posibilidad" en cuanto a la reedición del pacto, que en Euskadi fue especialmente exitoso en las pasadas elecciones generales, en las que Unidos Podemos se hizo con la victoria tanto en votos como en escaños.
El discurso transversal, en el centro del debate.- Pero, más allá de cuestiones concretas como los comicios vascos, buena parte del debate girará en torno a la necesidad de recuperar el discurso transversal de Podemos –lo que implica marcar distancias con IU– que han planteado los dirigentes más cercanos a Errejón durante estos días, a raíz del cruce de críticas desencadenado por los malos resultados electorales. Frente a dirigentes como Juan Carlos Monedero, que aseguró que a Podemos le había faltado "calle" en la campaña y que se había centrado demasiado en el "marketing", Jorge Moruno, responsable de Discurso del partido y próximo a Errejón, ha asegurado que ese argumento "es una excusa para volver a la izquierda", mientras que Germán Cano, consejero de Cultura, ha pedido "dejar el moralismo militante".
"Yo creo que lo que dijo este miércoles Íñigo [Errejón] ha sido un buen recordatorio de la hipótesis sobre la que nació Podemos", afirma por su parte un dirigente autonómico, que desliza que en la campaña de las elecciones del 26 de junio han llevado a algunos responsables a "soltarse el pelo" y acomodarse en el discurso de la izquierda clásica. "Tenemos que reivindicar que somos nosotros, un partido diferente, y que eso está bien", sostienen estas fuentes.
En la misma línea, Sergio Pascual planteó este miércoles en un artículo publicado en el diario El País las "dificultades para generar en el corto plazo un sujeto político nuevo, superador, y no un mero producto bien de la mezcla imperfecta de los mismos o de la adaptación de una identidad a la otra, máxime entre partidos fuertemente identitarios". "Con un sistema electoral como el español, quizá la opción menos mala, por aquello de que lo mejor es enemigo de lo bueno, era y es aún hoy en el corto plazo que muchos caminemos juntos pero no revueltos, manteniendo claridad en los límites de cada propuesta y abundando en el hecho de que, por ahora, la fórmula escogida responde a una coyuntura de emergencia social que así lo exige y que nos ha hecho renunciar a siglas y máximas para ponernos de acuerdo en lo común, pero que aún está lejos de habernos unificado".
Otro dirigente autonómico coincide con la interpretación de que Podemos ha virado durante la campaña hacia algunos elementos simbólicos de la izquierda clásica de manera "visceral", aunque rechaza que eso tenga que ver con una apuesta consciente del partido por abandonar las tesis transversales. Según esta fuente, Podemos "se ha resituado en parte en el eje izquierda-derecha" que rechaza Errejón, pero no tanto por una decisión propia como por "la propia distribución del Congreso después del 20D", ya que las conversaciones para formar Gobierno que mantuvieron los partidos tras las elecciones hicieron visible la existencia de dos bloques ideológicos diferenciados.
Congreso extraordinario antes de fin de año.- En cualquier caso, el futuro de la alianza de IU con Podemos y la hoja de ruta que debe seguir el partido serán objeto de discusión en una Asamblea Ciudadana estatal extraordinaria que tendrá lugar, según afirman las fuentes consultadas, antes de final de año, aunque aún no hay una fecha fijada. Pese a que, según los estatutos de Podemos, el congreso ordinario tendría que tener lugar en 2017 –tres años después del de Vistalegre–, el núcleo errejonista está convencido de que es necesario "reubicar" el partido y "anclarlo en su propia personalidad".
Lo cierto es que la posibilidad de convocar de una Asamblea Ciudadana extraordinaria lleva flotando en el ambiente desde después de las pasadas elecciones autonómicas y municipales de 2015, cuando Errejón planteó la necesidad de "mutar de maquinaria de guerra electoral a movimiento popular" tras las elecciones generales. Esa idea, que genera consenso, implicaría el cierre de la etapa que se inició en Vistalegre y la descentralización y federalización de un partido que desde su fundación ha mantenido una estructura fuertemente jerárquica.
Pero la nueva hoja de ruta que salga de ese congreso también tendrá que definir el futuro de Podemos en relación a IU, y ahí las posturas están enfrentadas: o fortalecer Podemos, o caminar hacia un Unidos Podemos que aún se plantea como una hipótesis sin definir. Un dirigente autonómico consultado por infoLibre descarta la posibilidad de una inminente fusión entre las dos organizaciones por sus diferencias, especialmente entre su militancia, pero será la Asamblea la que tenga que decidir si Podemos e IU estrechan o relajan sus lazos."
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2016.06.29 18:36 RafaBwn ¿Dónde esta el “Bravo Pueblo”? A propósito de la supuesta “pasividad social” venezolana.

Primero, una cita de Gustave Le Bon:
La masa es siempre intelectualmente inferior al hombre aislado. Pero, desde el punto de vista de los sentimientos y de los actos que los sentimientos provocan, puede, según las circunstancias, ser mejor o peor. Todo depende del modo en que sea sugestionada.
Esta premisa sintetiza uno de los principios fundamentales de la sicología de masas, por lo que nos parece útil tomarla en cuenta para buscar respuesta a una pregunta que copa el imaginario colectivo del país: ¿Dónde esta el bravo pueblo? La pertinencia de la duda sobre lo que ha sido capaz de tolerar y aceptar la mayoría de lagente, (por muchísimo menos de lo que hoy pasa fue defenestrado el extinto presidente Carlos Andrés Pérez, quien por ejemplo, aumento la gasolina en 50%, y Maduro en un 6.000%), concita una reflexión política e intelectual honesta, pero también estratégica para el movimiento opositor venezolano. Hoy la cultura democrática del país, pugna (en las mas adversas condiciones de desventaja y ataque de la cúpula que se aferra al poder), por una salida constitucional, electoral y pacifica a través de la convocatoria del referéndum revocatorio.
Tomando en cuenta el enfoque sicosocial de Le Bon, resulta obvio que Chávez nos acostumbró a sentirnos “masa”; condicionando la conducta individual signada por la posesión de derechos que no cejaríamos ante el poder, hoy “difuminados” en las colas, el aceptar comprar lo que el gobierno imponga, y resignarnos ante la escasez de medicinas, entre otras afrentas a nuestra dignidad humana.
¿Cómo hemos llegado a esto?, bueno por asumir una asimilación a la conformación de la muchedumbre, que nos limita a sobrevivir de cualquier forma posible ante las terribles carencia y humillaciones a que nos somete una visión totalitaria del estado, que se ha hecho omnipresente y omnipotente, aunque terriblemente irresponsable e ineficiente. Entonces ese pueblo devenido en “masa”, según Le Bon: “Intelectualmente inferior al hombre aislado”, no puede ser asimilado a la aberración conceptual de Pico de la Mirándola, quien afirmo: “la turba es indigna de llevar el peso de la sabiduría”. No, simplemente el común de nuestra sociedad asumió como “natural”, (siendo un anti-valor); el depender de un Chávez que inteligentemente se vendió cual generoso dispensador de todo tipo de asistencialismo, regalía, dádiva y “protección”, en el símil subconsciente del que idealiza a un padre como sustituto liberador de su responsabilidad por el trabajo, la productividad y autosuficiencia, emprendedora y honesta, a cambio de enajenar su voluntad al designio de su bienamado benefactor; siempre que le “pagara” con su voto.
No obstante Chávez, al poner bajo su egida personalista y autocrática la institucionalidad, el equilibrio del poder y el ejercicio de la ciudadanía activa, plural, diversa y autónoma, sembró; el germen que hoy carcome acelerada e inexorablemente su “legado”. Vale decir, tuvo éxito en convertir en su activo político la voluntad popular de cambio que venia siendo vulnerada por la “enfermedad” inoculada a la sociedad venezolana, por parte de un estatus quo bipartidista, elitesco, y por decir lo menos, apartado de su responsabilidad de gobernar, para, con; y por el pueblo, pero; fracaso en darle sustentabilidad perdurable, al dispendio, la demagogia y a la dádiva rentista como modelo del estado social, y menos de derecho. Ahora bien, era sicosocialmente justificado que una gran mayoría de la gente pensara así. La descomunal y directa transferencia de recursos que fluyeron por las misiones hacia los sectores mas pobres y excluidos, unido al reparto de bienes y servicios a los cuales la gente común había perdido su acceso, no solo crearon la ilusión del “paraíso terrenal Chavista” sino que efectivamente generaron un sostenido crecimiento del PIB, y por ende de la economía, (aunque inútil, como hoy se prueba, para propiciar desarrollo integral, sostenido y medible) consecuencia lógica de haber puesto en manos de una población con muy poca o ninguna capacidad de compra, una disponibilidad financiera que expandió enormemente la demanda de bienes y servicios. A ello hay que agregar la oferta pública de alimentos subsidiados, variados y abundantes, que mantuvieron a raya durante varios años el índice inflacionario; hasta que llegó la desaceleración de la economía globalizada, ( y su impacto en la disminución de la demanda de petróleo), lo que hizo caer la absorción de un recurso energético por economías estancadas, si acaso no en recesión; forzando los precios a la baja, siendo esto, y no la malquerencia del imperio, lo que “mando a parar” la fiesta populista financiada con el “kino petrolero” a precios por encima de los 100 dólares el barril. Ahora; triste y dolorosamente presenciamos y sentimos, la tragedia socioeconómica que se ceba contra los mas pobres, quienes atónitos, incrédulos y sin “ostentosa reacción de rebeldía”, sufren en carne propia, (aparentemente resignados) el final de la orgia populista financiada con los “petrodólares”. En realidad no es tan así. Deliberadamente puntualizamos, “ostentosa reacción de rebeldía”, puesto que al observar la dinámica del hecho social que signa a la Venezuela actual, (apelando a Le Bon), el colectivo “puede según las circunstancias, ser mejor o peor. Todo depende del modo en que sea sugestionado. Esa sugestión en nuestro caso, se alimenta de una matriz de opinión gigantescamente mayoritaria por el cambio, y esta marcando un estadio de sublevación contestataria que el régimen de Maduro no acepta como realidad tangible por su desconexión con el común de la gente, Prefiere aferrarse a la zona de “confort moral” que le proporciona su dogma comunista/totalitario, o simplemente asume el mas craso y ostensible desplante, a elementales principios de solidaridad y acción de auxilio para con los humanos máxime si además son sus compatriotas. La terca, inexcusable y cruel oposición a recibir ayuda humanitaria internacional con alimentos y medicinas, así lo demuestra.
¿Porque no se siente al bravo pueblo como ocurrió en el “caracazo“. Bueno porque el caracazo si fue una “ostentosa reacción de rebeldía”, (cualquiera que hayan sido sus motivaciones, características o consecuencias sufridas), fundamentalmente por tres componentes sustantivos: a): se produjo en la capital de la república, b): fue masivo durante muchas horas producto de la falta adecuada y consensuada respuesta institucional (se apelo a la peor formula, cual fue sacar al ejercito a reprimir) y c): recibió una cobertura mediática (nacional e internacional) amplia en “tiempo real”, por tanto impresionante. Pero eso no quiere decir que se extinguió el espíritu contestarlo de nuestra conciencia democrática; por el contrario esta en la calle, por un lado en la actitud valiente y arriesgada de figuras y personalidades políticas de la MUD y sus partidos, y en cuanto a la gente humilde, incrementado, agresivo y cada vez mas constante; solo que en el contexto del protagonismo anónimo, sectorial y vecinal. Disperso geográficamente si; Pero no por ello menos explosivo y peligroso, para la estabilidad del régimen.
Esta modalidad de rebeldía, viene siendo aupada por un voluntarismo ciertamente desarticulado, precisamente por ser una explosión social que surge como tsunami soterrado, nacido en el silencio de la rabia, de la indignación ante la falta de que se les reconozca como aquellos que llevan la peor parte en este colapso social. Que están reaccionando incluso, con una determinada dosis de violencia ante lo que sienten como burla; cuando se les invoca en todos los medios oficiales, como el pueblo feliz que se mantiene firme con la revolución, y Maduro; lejos de estrechar la empatía emocional mediante la comprensión y consuelo por su padecimiento, y en vez de tomar medidas reales de solución, opta por el desplante que desdeña la enormidad de la tragedia que se padece. La soberbia política y tozudez de Maduro raya en el suicidio; y cuidado, puede herir mortalmente la vigencia del proyecto político chavista, cuando perfectamente pudiera tener un futuro en la escena política venezolana.
De otra parte un segmento (aun importante) del “bravo pueblo Chavista”, se resiste a admitir que se equivocó, (actitud humanamente explicable por cierto), apelando a la expresión de que “con Chávez no pasara esto”; pero respecto de Maduro y su elitesco séquito de co-gobernantes militares, ese mismo chavismo los quiere “fuera ya”; y por eso se suma, (cuidado y con la vehemencia del que se siente traicionado por el heredero con quien se pierde todo lo que “Chávez nos dio”), protagonizando protestas populares y saqueos en casi todo el país. Y en todo caso, los chavistas que se mantienen pasivos, (tal cual advirtió Petkoff) espera en la bajadita a Maduro para castigarlo con el revocatorio. Porque no es la MUD quien enciende la llama social; es el hambre.
Ahora bien, hay que asumir la orientación política de esa convulsión social. No cabe dicotomía para la dirigencia de la MUD y los partidos, entre hacer lo que conviene, por encima de lo correcto. Lo advertimos porque pueblo saqueando comercios y empresas, (que son igual victimas del “holocausto” económico que sufrimos todos), es una distorsión y despropósito a los finen de la lucha por el restablecimiento de nuestra democracia. Esta obligada la MUD en generar estrategia política y comunicacional, para que Nicolás Maduro no se escape o diluya de su responsabilidad, como “el” factor determinante de la crisis.
Debe salirse al paso con el discurso, mensaje y acción; de manera clara y contundente, a la pretensión manipuladora del PSUV y el gobierno de satanizar a los productores, industriales y comerciantes como maléficos autores de la hecatombe económica que nos arruina. La protesta hay que orientarla, porque las crisis económicas, por su solo dinámica, no garantiza la caída de los gobiernos; es la ingobernalidad política que mana de la rebeldía de las sociedades en el ejercicio pleno de su soberanía, quien lo logra.
Vale decir que la solución no es atentar contra abastos, bodegas y panaderías de barriadas que sobreviven a duras penas, sino el producir un cambio profundo en la conducción del estado, su economía en el marco de la restitución constitucional. Por eso es igualmente irresponsable la conseja de “meterle fuego a la llama social”, sin importar la perdida de vidas y destrucción de bienes materiales, solo para que “maduro caiga”.
La historia ha probado que ante el caos y la anarquía, la respuesta es el fascismo y la dictadura. Por eso la MUD no puede apartarse de la línea política de la salida constitucional, electoral y pacifica, aun a despecho de los “radicales de verborrea”. Además todos los estudios revelan que así lo quiere la inmensa mayoría de nuestros compatriotas. Ahora; que la insensata y evidente incompetencia de Maduro, para asimilar y comprender como es; que es, y de que manera se ejerce la política, lleve al país a la sima de la barbarie y la represión, por solo mantenerse con su cúpula en el poder, comportará una aceleración de su salida del poder, no su preservación.
Agregamos para refrescar el análisis un dato histórico por demás interesante: José Vicente Emparan, aceptó la realización y resultados del “revocatorio” del 19 de Abril de 1.810; que ante el unánime “no lo queremos” del pueblo, pronuncio su celebre: “pues yo tampoco quiero mando”. Al contrario del Capitán General Emparan; quien quedo en el episodio mas como “demócrata” que déspota; Maduro “si quiere mando” aunque sea a costa del sufrimiento y la destrucción; que el mismo ha desatado contra el pueblo venezolano.
Finalmente propongo como iniciativa a ser discutida, manejar el concepto “Devuélveme a Venezuela”, no en la acepción rogatoria, sino desde la exigencia imperativa, por ser el revocatorio la vía para que se nos devuelva (hoy secuestrada) la Venezuela de la cual todos disfrutábamos y que perdimos. Es decir, convertir este concepto en una causa pro revocatorio.
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2016.03.30 10:19 EDUARDOMOLINA PABLO IGLESIAS.- Mi cabeza política se hizo en Italia.- ctxt

http://ctxt.es/es/20160323/Politica/5015/Entrevista-Pablo-Iglesias-gobierno-España-Entrevistas-Elecciones-20D-¿Gatopardo-o-cambio-real.htm
Como Podemos, Pablo Iglesias tiene al menos dos almas. En la distancia corta es un tipo tímido, pausado, bien articulado, culto sin llegar a la pedantería --aunque a ratos se pone un poco cursi, no llega a caer en la novela rosa. Se diría que este Iglesias profesoral es una persona distinta a la fiera corrupia que se zampaba a los más agresivos contertulios televisivos de Intereconomía o La Sexta, muy diferente del tribuno que un día lanza cal viva contra las bancadas socialistas para luego susurrarle a Pedro Sánchez “solo faltamos tú y yo”.
Esta multiplicidad de personalidades resume también la montaña rusa existencial en la que vive Podemos, un partido-niño formado por mil mareas, orígenes, corrientes: comunistas gramscianos de la vieja IU, activistas de la PAH, populistas criados en Laclau y curtidos en asesorías peronistas y bolivarianas, humildes indignados del 15M, cristianos de base de las periferias urbanas, profesores, doctores y analistas del CEPS, En Comú, Andalucía, Guanyem…
Viviendo y muriendo de éxito a la vez, víctima y beneficiario de sus contradicciones y su indefinición asamblearia, Podemos se ha convertido en solo dos años en la gran esperanza de la izquierda europea, una vez certificada la claudicación de Syriza ante la Troika. Tras revolucionar el mapa municipal y tomar el poder en las grandes ciudades, y después de sacar cinco millones de votos el 20D, Podemos y sus confluencias viven un periodo convulso: enfrentamientos, filtraciones, dimisiones, ceses... Nadie sabe cómo acabará este enorme lío. Pero la impresión es que Iglesias ha tomado las riendas en Madrid y ha dejado desarmado a su amigo y número dos, Íñigo Errejón, al que conoció en la Facultad de Políticas de Somosaguas (Madrid) cuando él tenía 23 años y Errejón 18, y al que durante la entrevista se referirá, entre bromas y veras, con estas palabras: “Nunca ha dejado de ser el benjamín”.
Iglesias parece transformado, más conservador, mucho más cauto y conciliador. Cuando se le pregunta por el pacto con el PSOE, no pone reparos, líneas rojas, ni exigencias. Oyéndole, se diría que su estrategia pasa hoy por dos opciones que en realidad son solo una: o gobernar con el PSOE casi sin condiciones, o repetición de elecciones sin dejarse culpar del adelanto.
El líder de Podemos (Madrid, 1978) llega puntual a la sede de CTXT para una conversación de una hora con miembros del consejo editorial y la redacción --Miguel Mora, Soledad Gallego-Díaz, Ignacio Sánchez-Cuenca, Mónica Andrade y Willy Veleta-. Va acompañado por un séquito de cuatro jóvenes asistentes que no se despegan del móvil. Tiene ojeras y mala cara: un reciente cólico nefrítico, provocado, explica, por una pequeña piedra en el riñón que todavía no ha expulsado.
Es martes 22 de marzo, y hace solo un rato que se han producido los atentados de Bruselas. A mitad de la hora pactada, Iglesias y los suyos tienen que salir corriendo para acudir al homenaje a las víctimas organizado por el ayuntamiento madrileño. Poco después, completamos la entrevista por el móvil: más de 100 minutos, que publicamos de forma íntegra, dividida en cuatro bloques: Pablo, según Iglesias; La crisis de Podemos; España, pacto o elecciones, y ¿Otra Europa es posible?
BLOQUE 1. PABLO, SEGÚN IGLESIAS.
"Políticamente soy un italiano. Mi cabeza política se hizo en Italia"
¿Querría explicar en cinco o seis frases quién es Pablo Iglesias?
Soy tímido, aunque no lo parezca. Amante de una cierta soledad para leer, para ver películas, para ver series. Al mismo tiempo con una enorme pasión para las cosas. Necesito la pasión para hacer cualquier cosa. Con mucha pasión por aprender, y con mucho que mejorar. Fundamentalmente, un tipo sencillo. Una de las cosas que más me gustan es cuando la gente que acaba de conocerme me dice: ‘Hostia, eres un tipo bastante normal’.
Más normal de lo que parecía en la tele…
Claro, ese contraste sorprende a mucha gente. Una cosa que me han dicho y que me encanta es: ‘Ganas mucho en la distancia corta’.
¿Qué recuerdos tiene de la infancia? ¿Se siente soriano?
Sí, sí. Decía Rilke que la patria de uno es su infancia, y mi patria tiene una localización geográfica muy clara, que es Soria. Yo pasé en Soria desde los 2 años hasta los 13.
¿Eso curte, no?
Sí, claro, se pasa frío. Pero para ser niño Soria es una ciudad maravillosa. Yo iba por ahí con mi bicicleta tranquilamente. Toda la memoria sentimental de mi infancia está asociada a lugares de Soria. Si la patria de uno es la infancia, Soria es mi patria.
Después de Soria vino a Madrid, y estudió de todo… ¿Le enseñaron todo lo fundamental para ser político en la universidad y los másteres, o es un trabajo más duro de lo que pensaba?
Yo creo que es un trabajo como otro cualquiera, que no debería ser una profesión, sino una actividad a la que uno dedica un cierto tiempo. Es una actividad además que tiene que practicar gente con perfiles muy distintos. A mí me encanta estudiar. Las dos cosas que más me han gustado en la vida es recibir clase y dar clase. Supongo que eso me ha hecho aprender cosas que luego me han sido útiles en la política, pero la experiencia práctica no la sustituye nada. En estos dos años he aprendido una barbaridad y sigo aprendiendo mucho.
¿Más que leyendo?
Hace poco volví a releer El Príncipe, que lo había leído antes dos veces por lo menos. Es curiosísimo que al leerlo al mismo tiempo que estás practicando la política, cambia completamente… Recuerdo que tenía los subrayados originales míos, y en los nuevos prestaba atención a otros elementos. Supongo que eso tiene que ver con practicar la política de manera tan intensa y directa...
¿Maquiavelo tenía más razón de la que pensaba?
No es tanto más razón, sino que en realidad lo que está escribiendo Don Nicolás es un manual con un enorme sentido práctico. Maquiavelo no es un erudito metódico. Como diría Gramsci, es un hombre de acción. Está siempre pensando en la acción, y logra aislar la política como disciplina de otro tipo de consideraciones. Es impresionante el enorme sentido común de las reflexiones del libro, incluso cuando es un tipo del siglo XVI que está pensando en las repúblicas y en los Estados italianos, que es lo que tiene a mano, tomando las experiencias de la Roma y la Grecia clásicas... Han pasado muchas cosas en estos 500 años, y aun así tiene reflexiones magníficas.
¿Le da tiempo a leer la prensa cada día? ¿Lee papel o solo Internet?
Leo los dosieres que me prepara el equipo.
¿Los clippings, en papel grapado?
Depende, si lo puedo imprimir lo imprimo y lo grapo. Si no, lo leo en el ordenador, o los días que tengo que salir muy temprano lo leo en el teléfono. En esos dosieres viene un resumen con una sección de artículos de opinión que me prepara el equipo. La verdad es que leo más prensa que nunca, esa selección me hace leer artículos muy valiosos.
¿Le ponen artículos de CTXT?
Sí, de vez en cuando. Algún editorial malvado vuestro he leído, en el que nos dabais caña. Luego están algunos imprescindibles. Uno de los articulistas que nunca falla, lo digo siempre, es Enric Juliana. Para mí, el análisis diario de Juliana es como ir a misa para la gente de comunión diaria.
Albert Camus decía que un país vale lo que vale su prensa. ¿Cómo ve la situación de los medios en España?
Era bastante cruel Albert Camus al decir eso con muchos países. Un político profesional solo puede hablar bien de la prensa. Punto y final.
Pregunta un lector: ¿Cree que su política, de tan buen e infinito trato con los medios, está siendo efectiva?
Es inevitable. Yo creo que la política, entre otras cosas, es una definición de la realidad. Nunca ha estado la política tan mediatizada por los medios como ahora, y mira que llevan décadas con eso. Seguramente los medios son el terreno fundamental de la política, y eso tiene que implicar mucho tiempo y muchas técnicas para que la comunicación funcione. Eso es así desde hace mucho tiempo, pero yo diría que cada vez más.
Y hace falta tragar mucha quina, imagino.
Eso es inevitable. Recuerdo un político conservador, con el que hablaba en el Parlamento Europeo, que me decía: “Mira, esto que hacemos nosotros consiste en levantarse por la mañanas y que te sirvan un plato con un sapito, y a ese sapito le tienes que echar sal, le tienes que echar pimienta… lo que quieras, pero te lo tienes que comer todas las mañanas…”. Y eso es así.
Manolo Monereo ha escrito en Cuarto Poder que hay una cacería organizada por PRISA y los poderes financieros para acabar con Podemos. ¿Cree que es cierto? ¿Se siente acosado?
Monereo es un sabio, es uno de los intelectuales de la izquierda más lúcidos, y con muchísima experiencia. Creo que en los últimos artículos y también en este señala algunas de las claves de lo que está ocurriendo.
Hay un personaje en The Wire que dice “This is the Game!”, y efectivamente este es el juego en el que estamos; y es lógico que a nosotros nos den caña, es parte de las reglas del juego.
Por cierto, usted y Juan Carlos Monedero llevan años ejerciendo de periodistas / analistas y presentadores. ¿Aprendieron de Beppe Grillo? ¿No le parece una forma de intrusismo que un líder político haga periodismo?
En realidad a mí, desde que empezamos a hacer La Tuerka, me entusiasmaba dirigir y presentar una tertulia que siempre ha querido tener un estilo diferente al de las tertulias convencionales o al de otras tertulias, ni mejor ni peor, simplemente diferente. Creo que tanto La Tuerka como Fort Apache se han ganado un enorme prestigio por eso, hasta el punto de que nos han dado premios en facultades de Periodismo... Eso es un honor y al mismo tiempo un placer; si alguien se ha sentido ofendido por el intrusismo, nosotros lo hacemos desde mucho antes de que existiese Podemos, nos entusiasmaba hacerlo, y nos sigue entusiasmando...
En el artículo que publicó en New Left Review en julio del año pasado hablaba de “el pueblo de la televisión”. ¿Cómo puede un tipo que ha estudiado en Cambridge y Suiza ser tertuliano en Intereconomía?¿Es su personaje político un producto de la TDT y las tertulias?
En realidad en Intereconomía había días en los que no se discutía mal, más o menos te dejaban expresarte. Pero para nosotros era una cuestión fundamental: habíamos llegado a la conclusión de que los medios de comunicación, y en particular los formatos de las tertulias políticas, eran el instrumento fundamental para generar imaginario. Nos habíamos dado cuenta de que el estilo que nosotros manejábamos en la universidad, cuando dábamos charlas o hacíamos seminarios, se alejaba mucho de las técnicas a través de las cuales se informaba o formaba la opinión. Intentamos ser rigurosos y amenos, sabiendo que las técnicas de la comunicación se basan en el mundo audiovisual y que teníamos que intentar manejar esas técnicas, siendo al mismo tiempo rigurosos. Intereconomía, La Sexta Noche y Las Mañanas de Cuatro fueron como un entrenamiento. Recuerdo muchos de esos debates con muchísimo cariño. Y debatiendo en Intereconomía conocí a gente muy valiosa. A Javier Nart, que ahora es eurodiputado de Ciudadanos y es un hombre maravilloso, al que quiero mucho, lo conocí en El Gato al agua; al señor Alejo Vidal-Quadras, con el que me separan muchísimas cosas a nivel ideológico pero que me parece un hombre inteligente, también. Y también allí fue la primera vez que escuché debatir a Francesc Homs, de Democràcia i Llibertat. Allí aprendí muchas cosas...
En aquel artículo, analizaba “la incipiente crisis del régimen postfranquista, enfangado en la corrupción y la recesión económica, y las oportunidades que ello ofrece a una formación política popular que movilice el descontento social de los indignados…”. ¿Cree que han aprovechado esa situación y están haciendo todo lo posible para mitigar ese descontento? ¿No cree que el “régimen” está todavía muy vivo?
Efectivamente, nos enfrentamos a adversarios poderosísimos que están acostumbrados a ganar siempre, incluso cuando parece que no han ganado a veces ganan también, pero el juego es así. De momento, lo que hemos conseguido creo que nadie se lo podía imaginar, creo que las élites nunca vieron un actor con las capacidades que ha demostrado Podemos. Eso no quiere decir que a partir de ahora no vaya a ser difícil, es más, va a ser mucho más difícil, cada vez va a ser más difícil y yo creo que eso se nota. Nosotros fuimos capaces de patear el tablero, de reponernos y salir muy reforzados de ataques muy agresivos. Me acuerdo perfectamente de lo que me preguntaban en las entrevistas en octubre o noviembre, y creo que tuvimos un resultado electoral espectacular. Pero eso no cambia que la situación económica del país es difícil, que el poder de las élites es enorme, que nosotros podemos sufrir el desgaste de nuestras contradicciones y que la política no termina de... Es extremadamente complicado. Bueno, pues tendremos que adaptarnos y seguir combatiendo, haciendo eso que pedía Gramsci: “Necesitamos toda la fuerza, toda la inteligencia y toda la ilusión en un combate que es difícil y donde el adversario siempre es muchísimo más poderoso”.
Eso recuerda un poco al Atleti del Cholo Simeone, una especie de tercera vía insumisa y solidaria contra la bipolaridad... deportiva y política.
Siempre me ha entusiasmado el Cholo Simeone y su Atlético de Madrid por eso. Es un equipo con menos recursos deportivos que los grandes y sin embargo con una enorme pasión y un estilo muy descarado y muy disciplinado al mismo tiempo. Y probablemente por eso el Cholo ha conseguido colocar a su equipo al nivel del Real Madrid o del Barça, y eso a mí me gusta. Me gusta su carácter.
Uno de sus lemas es "No consuman". Hay un video de 2013 en el que usted dice que le indigna que IU aceptara una consejería de Turismo en Andalucía y no exigiera un telediario. Eso son las cuotas de la RAI... Y añadía que en Turismo solo se podía crear empleo…
En aquella época podía decir lo que me diera la gana, no había consecuencias en lo que decía. Ahora tendría que ser mucho más prudente. Pero básicamente la idea que pretendía transmitir es que si haces política y vas a gobernar, quizá tenga sentido, sobre todo si lo vas a hacer desde una posición de debilidad, intentar intervenir en aquellas áreas que son más importantes y donde realmente se pueden lograr cambios en la vida de la gente o en la construcción del relato, que es una cosa fundamental en política. Y eso lo sigo pensando.
¿En un hipotético acuerdo de gobierno con el PSOE, incluirían una reivindicación de ese tipo? ¿Controlar los informativos?
Pero no necesariamente para que estuviéramos nosotros. Nosotros tuvimos un debate sobre si gobernar o no con el Partido Socialista y al final todos tuvimos claro que si gobernamos, gobernamos. Si vamos en serio, vamos en serio. Y eso quiere decir que asumimos todas las contradicciones, todos los problemas, que podremos hacer cosas mal, que nos van a dar duro… Pero que no vamos a hacer esto a medias. Gobernar implica asumir responsabilidades de gobierno y asumirlas en muchos ámbitos, las que puedan ser aparentemente más sencillas y más inocuas pero las más importantes también. Yo creo que eso forma parte del estilo de Podemos desde el principio. No nacimos para ser una fuerza política testimonial o subalterna, sino para intentar ganar. A veces lo conseguiremos, a veces no, haremos cosas bien y cosas mal, pero desde el principio nuestra mentalidad ha sido ganadora. Creo que esa es una de las cosas que explica también la caña que nos dan. Hemos sido y somos muy osados y muy descarados, y es lógico que quien lleva muchos años en esto diga: pero bueno, ¿qué os habéis creído? Seguramente, si no hubiésemos sido así, no estaríamos donde estamos.
Hablemos de Italia, ¿qué aprendió allí?
Estuve primero de Erasmus cuando estudiaba cuarto de Derecho. Ese viaje me cambió la vida, también políticamente. Podría decir que políticamente soy un italiano, en Italia hice mi cabeza para pensar la política. Después he estado muchas más veces para viajes más cortos, y en 2007 estuve seis meses redactando mi tesis doctoral en Florencia… El Erasmus lo hice en Bolonia. Era muy importante políticamente, con una histórica alcaldía del Partido Comunista prácticamente desde después de la Segunda Guerra Mundial… Bologna La Rossa, la capital de la Emilia Romagna… Esos lugares tan importantes para el desarrollo italiano. Allí aprendí muchísimo.
¿Conoció los centros sociales? ¿Leyó a Gramsci y a Agamben, a los que tanto cita?
Cuando llegué era militante de las Juventudes Comunistas, con todas sus cosas bonitas y sus encantos. Era una organización muy clásica, muy dogmática, y además no era muy habitual entre los cuadros de las juventudes tener una formación cultural amplia. Había excepciones, en aquella época conocí a Manolo Monereo, y desde entonces le empecé a admirar muchísimo. Italia era otro planeta. Cuando vi los centros sociales, cuando vi las librerías, cuando me empecé a adentrar en las historias de los movimientos sociales de los años 70… Se abrió otro mundo. Allí conocí a amigos con los que después he coincidido en Podemos: a Gemma Ubasart, que también estaba de Erasmus. Allí empezaron una serie de lecturas, aprendí un idioma que no tiene la misma utilidad que el inglés... Pero para la política saber italiano marca la diferencia. Poder leer Il Manifesto, La Repubblica, tener acceso a unos textos que solo están en italiano… Italia tuvo mucha influencia sobre algunas generaciones de activistas madrileños y de otros lugares, y seguramente tiene mucho que ver con la forma en la que se hizo Podemos.
¿Estaba en Génova cuando sucedió la masacre de la Escuela Díaz?
Estaba en el autobús volviendo a España, era uno de los portavoces del Movimiento de Resistencia Global de Madrid, y como hablaba italiano estuve en la avanzadilla. Fue un movimiento que analicé con muchísimo detalle en mi tesis doctoral. Hice una versión de la tesis, que es ‘Desobedientes’, que cuenta aquello con mucho detalle...
Un inciso. Willy Veleta quiere saber con quién va a ver el nuevo episodio de Juego de Tronos
Es un secreto que me voy a llevar a la tumba.
¿Con el Rey? ¿Con el Rey emérito?
No lo puedo decir. ¿Te imaginas? Los dos en un sofá tapados con una manta...
¿Usted cree que Jon Snow… sí o no? Sin hacer spoiler...
A mí me encantaría que sí. Leí en la prensa que tenía contrato, así que eso me hace soñar con que se salva, pero no tengo ni idea de lo que pasará.
Bloque 2. ¿CRISIS, QUÉ CRISIS?
"Nadie es imprescindible en Podemos, tampoco sobra nadie"
¿Hace cuánto tiempo que conoce a Íñigo Errejón?
Nos conocimos cuando yo empecé a estudiar la segunda carrera, en Políticas. Nos llevamos cinco años. Yo tendría 23 y él 18.
Él era un benjamín entonces.
En realidad nunca ha dejado de serlo...
Un lector pregunta si son conscientes del tirón social que tiene la dupla Pablo Iglesias-Errejón. Y añade: ¿Qué aporta cada uno a Podemos?
En Podemos todos aportamos y Podemos no se explica por una, dos o cuatro personalidades. Eso es importante. Incluso en una fuerza política como la nuestra en la que el liderazgo fue desde el principio un instrumento político imprescindible. Ahora hay una coralidad y una necesidad de recuperar el protagonismo de la gente que yo creo que nos debería hacer pensar que Podemos no es el resultado de una, de dos, de cuatro personalidades y de cómo se relacionan. En este caso Íñigo y yo hemos trabajado juntos muchísimos años y ha habido una compenetración intelectual enorme. Hemos hecho muchas cosas juntos, probablemente no haya nadie con quien yo haya firmado tantos artículos académicos como con Errejón. Aun así Podemos está por encima de mí, por encima de Íñigo y por encima de cualquier otro compañero.
¿Cómo definiría sus visiones políticas respectivas? Se dice que Errejón es más peronista, amante del populismo latinoamericano, y que usted sería más un comunista. ¿Responde a la realidad o es esquemático?
Son etiquetas que facilitan la literatura, la manera en que se puede construir un relato, las explicaciones de las cosas. En realidad la formación intelectual del primer grupo de personas de Podemos tiene que ver con una práctica colectiva en la que nos pudimos especializar en diferentes cosas y en la que hay una serie de elementos comunes que nos definen como grupo. Por una parte, el interés que todos teníamos en los fenómenos latinoamericanos, por otra parte nuestras experiencias militantes en movimientos sociales, colectivos de la izquierda radical, y a partir del 15M, a través de la discusión que introdujimos en La Tuerka, una reflexión muy coral en la que participamos muchos sobre las posibilidades de intervención política en España. Todo eso, marcado por nuestro trabajo. Asesoramos a IU, yo estuve después en Galicia con Alternativa Galega de Esquerda. Todas esas experiencias, unidas al hecho de que yo había conseguido abrirme un hueco en los medios de comunicación, nos permitieron lanzar una apuesta política, que fue Podemos. Las etiquetas que tratan de identificar ideológicamente a todos y situarnos para ver quién está más a la izquierda, quién es más moderado… Se producen porque facilita la lectura, el relato. Pero son demasiado esquemáticas para entender cómo pensamos. Lo mejor para entendernos es leer lo que producimos y lo que escribimos, los diálogos entre nosotros...
¿Cuántas almas hay en Podemos, cuáles son las corrientes? Comunistas, anticapitalistas, populistas, indignados del 15M, asociados a CEPS, cristianos de base…
Hay una multiplicidad de posiciones y de historias personales y de biografías, pero en Podemos, por suerte, de momento, no diría que hay diferentes corrientes o almas sino diferentes maneras de ver las cosas, en las que basculamos muchas veces nosotros mismos. Cualquiera que viera un debate en el Consejo Ciudadano o en la Ejecutiva vería cómo cualquiera de nosotros basculamos, en función de los temas y de la discusión concreta. Aunque es muy atractivo calificar con etiquetas y las categorías permiten hacer mapas que nos dan la impresión de entender mejor las cosas, sería muy difícil definir Podemos como una suma de familias políticas que se identifiquen con esas etiquetas. Creo que los elementos fundamentales de Podemos los compartimos todos y que luego en las cosas que podemos discrepar, no discrepamos como grupos organizados, sino como individuos; y eso es positivo.
¿Qué ha pasado en estas últimas semanas, qué balance hace de lo que ha ocurrido en el partido?
En política a veces hay que hacer cambios, mejoras. Esos cambios a veces son difíciles y tienen consecuencias difíciles o incluso desagradables. Pero son imprescindibles. A mí como secretario general me corresponde tomar una serie de decisiones. A veces son muy agradables, divertidas de tomar, y otras son difíciles y desagradables pero no menos necesarias para que vayamos haciendo las cosas mejor. En el caso de una política tan nueva, en una fuerza política en la que el cariño y el amor entre nosotros ha sido tan determinante, seguramente cualquier cambio, cualquier decisión difícil se acusa más. Pero eso forma parte de lo que somos y a mí me gusta que seamos así. Que a nosotros se nos note la tristeza cuando tomamos una decisión difícil en lugar de una sonrisa mal dada creo que habla bien de nosotros.
¿Diría que ha sido una crisis, una fractura, una implosión, una pre-refundación? ¿O un golpe de mano de la Secretaría General?
Diría que es un cambio que recoge una tendencia que es necesaria. Se lo decía a los secretarios de organización cuando hablaba con ellos, les decía que el modelo organizativo surgido de Vistalegre fue seguramente imprescindible para esa etapa pero que ahora toca abrir una etapa nueva, una etapa en la que necesitamos más protagonismo de los territorios, de los círculos, una etapa distinta a aquella en la que teníamos que construir un partido a toda velocidad y afrontar una serie interminable de procesos electorales que eran difíciles. Ahora ya somos otra cosa, estamos mucho más consolidados y creo que toca recuperar un tono organizativo distinto que apueste de manera inequívoca por el protagonismo de la gente y de los círculos. Por eso creo que si el Consejo Ciudadano tiene a bien respaldar la candidatura de Pablo Echenique para ser secretario de Organización, creo que él va a encarnar de manera perfecta ese cambio de tono.
Empleó un tono muy duro en el comunicado de la destitución de Sergio Pascual, en el que algunos han visto un tufo al viejo PCE. Quizá sus votantes echan de menos un poco de autocrítica. ¿Qué errores cree haber cometido desde el 20D? ¿Es consciente de haber cometido errores?
Seguramente sí. Cualquier error político que cometa la organización yo lo tengo que asumir como propio. La crítica y la autocrítica son fundamentales. Muchas veces nosotros, y yo en particular, no somos capaces de comunicar con eficacia. Eso implica un manejo de los tonos y de los registros con los que, a veces, acertamos, y con los que, otras, no acertamos. Eso está muy bien verlo, y cuando te das cuenta de que lo podíamos haber hecho mejor, pues tratar de mejorarlo.
Para ser concretos ¿está hablando de la cal viva y del beso a Pedro? Me refiero al tono...
No necesariamente... En los debates parlamentarios los tonos son duros. Hay que recordar las cosas que se nos dijeron a nosotros. Pero es verdad que muchas veces los tonos pausados y calmados son más eficaces que los tonos más duros. Eso es una cosa que también se va aprendiendo con el tiempo. No es menos cierto también que nosotros estamos donde estamos precisamente porque a veces supimos mantener un tono duro. Mientras el cinismo campaba a sus anchas en los discursos políticos, nosotros fuimos capaces de hablar políticamente del dolor. De decir que mientras estamos hablando aquí, hay gente que está sufriendo mucho, gente a la que están echando de sus casas y gente que lo está pasando muy mal. Pero la política también es el arte de la modulación, y la clave es saber encontrar en cada momento el tono que funciona mejor.
Ha dicho antes que tenía mucha complicidad con Errejón. En pasado. ¿Teme que acabe yéndose del partido?
No lo creo. Del mismo modo que nadie es imprescindible en Podemos, tampoco sobra nadie en Podemos. Estoy convencido de que todos, en este proceso y en este camino, seguiremos aportando lo mejor de nosotros mismos.
¿Qué errores ha cometido Errejón?
Yo creo que Íñigo lo ha hecho bastante bien. Es una magnífica cabeza, es un magnífico intelectual que además practica la política, es un intelectual útil, con el que ha habido una gran complicidad. Y estoy convencido de que la colaboración intelectual y política con Íñigo y con todos los demás compañeros, con Carolina Bescansa, Rafa Mayoral, Pablo Bustinduy… con todos los compañeros con los que trabajo va a continuar, porque además es un elemento imprescindible dentro de Podemos. La política también tiene fases, tiene épocas, y todos estamos madurando mucho: estas semanas en las que han ocurrido décadas, estos meses en los que ha pasado tanto tiempo en España, nos han hecho madurar. Lo que estamos viviendo son momentos de maduración que pueden tener sus puntos dolorosos pero creo que nos van a sacar mucho más fuertes y mucho más eficaces. Nosotros, al fin y al cabo, hemos tenido que hacer en dos años lo que otros han podido hacer en diez o en quince. Es lógico que eso implique ciertos momentos traumáticos, es normal.
Emmanuel Rodríguez ha escrito en Diagonal que los dimitidos del Consejo Ciudadano y otros errejonistas llevaban meses negociando con el PSOE y C’s una moción de censura contra el PP en la Comunidad de Madrid. ¿Usted lo supo?
Yo hablé con José Manuel López (líder de Podemos en la Asamblea de Madrid), que me transmitió esa posibilidad, y le dije que era, evidentemente, una posibilidad interesante, que era una cuestión enormemente importante que teníamos que debatir con calma, que de alguna manera revelaba una contradicción de Ciudadanos, que ante la posibilidad de un gobierno distinto en la Comunidad de Madrid daba la impresión de que prefiere al Partido Popular. Es una opción que hay que pensar y efectivamente sí me han transmitido que es algo a lo que estaban dando vueltas...
¿Y eso lo hizo un grupo afín a Errejón sin su conocimiento?
En ningún caso. De hecho, en el Parlamento no se funciona por grupos ni por corrientes. En todos los parlamentos se funciona orgánicamente como grupo parlamentario y evidentemente tienes que informar, y las decisiones las toma el Consejo Ciudadano, como no podría ser de otra manera.
Hablemos de las confluencias. Las relaciones con Galicia, Valencia y Catalunya no parecen demasiado fluidas...
Yo creo que en esos tres lugares el resultado electoral de los encuentros, que en cada sitio han tenido matices diferentes, han sido buenos. La unión de Podemos con otros actores políticos, tanto en Cataluña como en la Comunidad Valenciana como en Galicia ha producido resultados electorales espectaculares. En Cataluña, al igual que en Euskadi, donde íbamos solos, hemos sido la primera fuerza política, y en la Comunidad Valenciana y en Galicia, igual que en Madrid, en Canarias, en Navarra y en Baleares, donde íbamos solos, hemos sido segunda fuerza. Creo que las cosas van bastante bien y hay bastante satisfacción por parte de todos los actores respecto a cómo han funcionado esas confluencias, y estoy convencido de que se repetirán. Hay una relación en algunos casos de verdadera amistad, por ejemplo, con Yolanda Díez en Galicia, es amiga mía desde hace muchos años, políticamente nos entendemos muy bien, con Xosé Manuel Beiras me entiendo muy bien, con Mónica Oltra me entiendo de maravilla, así como con los compañeros catalanes... Creo que las cosas han funcionado muy bien.
Gerardo Tecé, desde Sevilla, le pregunta: Cataluña y Andalucía han sido tradicionalmente las grandes bolsas de votos que han llevado al PSOE al Gobierno estatal. Parece claro que son las mismas bolsas de votos que Podemos necesitaría para no ser acompañante, sino cabeza de cartel. En Cataluña las cosas les van bien, pero en Andalucía, que es el lugar donde el paro y la desigualdad pegan más fuerte, un lugar que teóricamente debiera ser terreno sembrado para Podemos, están muy, muy lejos del PSOE. Les doblaron en voto en las generales. ¿A qué se debe?
A la estructura social de España. Aun así, lo que nosotros hicimos en Andalucía es increíble, en las elecciones de marzo tuvimos más del 14% y en las elecciones generales, en torno al 17%, ¡en Andalucía! Es verdad que nuestro voto se ha concentrado, como históricamente el voto del cambio en España, en las grandes ciudades y las periferias, en zonas más industrializadas. Aun así, el resultado en Andalucía, para lo que es la estructura social de este país y de Andalucía, es impresionante. Es un desafío mejorarlos. Teresa Rodríguez tiene muy claros los pasos que tenemos que dar para seguir avanzando en Andalucía y ganar. El análisis de Gerardo es correcto: para el Partido Socialista fueron fundamentales esos dos bastiones simultáneamente, Zapatero no hubiera ganado sin contar los resultados en Cataluña y en Andalucía. En Cataluña parece que ahora la fuerza hegemónica somos nosotros y en Andalucía va a costar un poco más pero creo que estamos trabajando en la buena dirección.
Está usted entrando en la segunda parte de la entrevista a Pablo Iglesias, secretario general de Podemos.
En estos dos últimos bloques, Iglesias analiza de forma exhaustiva la situación política española y, más brevemente, la europea.
Durante la conversación, Iglesias muestra su cara más profesional, suave y constructiva. Vestido con piel de cordero, usa a menudo el latiguillo “yo creo que” para dar una imagen más dialogante y escapar de las reiteradas acusaciones --incluso internas-- de arrogancia. Afirma que la gran coalición sería un suicidio para el PSOE, y anima a los socialistas a volver a su programa electoral y a abandonar el "pacto de derechas" con Ciudadanos para formar un gobierno con Podemos, IU, Compromís y los votos favorables del PNV, incidiendo en que la abstención de los grupos catalanes, que el PSOE se niega en redondo a negociar, no supondría ningún deshonor o trauma.
Iglesias argumenta que, si el PSOE rectifica tres puntos clave de su acuerdo con C’s (reforma laboral, reforma fiscal, salario mínimo), Podemos no pondrá ningún obstáculo a que Pedro Sánchez sea presidente, y devolviéndole la anáfora de la investidura, añade que, si este quiere, puede haber un Gobierno progresista "la semana que viene”.
Al mismo tiempo, el líder del partido morado subraya que la presión que ha sufrido Sánchez por parte de su partido y de los poderes financieros es "asfixiante", y reitera la idea de que esos poderes no dejarán que el PSOE pacte con Podemos. Pero descarta que su partido se plantee abstenerse in extremis para dejar gobernar en minoría al PSOE con C's: "Cuando una fuerza política con 5,3 millones de votos le dice a otra con 5 millones, en una situación en la que podrían gobernar juntos perfectamente, 'no, usted pase a la oposición, que va a influir mucho…'. Pues lo mismo podríamos decir nosotros: pasen ustedes a la oposición e influyan".
Sobre Europa, cuenta que mantienen contactos con diversas fuerzas de izquierda (Bloco de Esquerda, PS belga, disidentes del PS francés, Mélenchon...) para forjar alianzas capaces de modular la política económica de la UE. Su idea es que "hay que construir un nuevo espacio con los sectores de la socialdemocracia que quieren recuperar los estados del bienestar en Europa".
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2016.03.20 11:11 EDUARDOMOLINA PODEMOS CATALUNYA busca reforzarse para próximas confluencias.- Raimundo Viejo descarta presentarse como candidato y aboga por un liderazgo plural.- Laura Safont.- Diario Público.

http://www.publico.es/politica/catalunya-busca-reforzarse-proximas-confluencias.HTML
"BARCELONA.— El proyecto Impulsando el cambio apoyado por el diputado en el Congreso de En Comú Podem, Raimundo Viejo, parecía que iba a disputar la propuesta política para Podemos Catalunya abanderada por Albano Dante, diputado de Cataluny Sí Que Es Pot (CSQEP) en el Parlamento catalán.
Sin embargo, la iniciativa apoyada por Viejo consta solo de un manifiesto que busca definir el futuro político de Podemos Catalunya, tanto sobre su organización interna como para evaluar las próximas confluencias. Así lo expresó el mismo Viejo durante la tarde del sábado, en la Casa del Mar de Barcelona, mientras presentaba el manifiesto: "No lanzamos ninguna candidatura, hay que situar el proyecto político por delante de las personas".
Incluso llegó a plantear "un liderazgo compartido en vez de una secretaría general" para el partido en Catalunya, que desde el pasado año tiene el órgano de dirección vacío tras la dimisión de Gemma Ubasart.
En relación a la propuesta liderada por Albano Dante, quien sí acepta postularse para candidato de la formación, Viejo insistió en que es momento de iniciar un debate sobre el futuro de la organización "y no presentar un proyecto político que apoya una candidatura electoral". Considera que después de las diferentes convocatorias electorales, incluso hay que plantarse qué liderazgo necesita Podemos Catalunya: "Estamos en un paso anterior a la candidatura, nos tenemos que preguntar si queremos un secretario general porque quizá no es la forma organizativa más adecuada para Catalunya". Por ello, expresó que “el proyecto no le cierra la puerta a nadie, todas las personas son bienvenidas”, extendiendo la mano al propio Dante u otros diputados de CSQEP.
El manifiesto, firmado por gente anónima y abierto al conjunto de la ciudadanía catalana, plantea una hoja de ruta que primero cuestione a las bases qué tipo de confluencia quiere protagonizar Podemos Catalunya. Como indica el manifiesto, "a nadie se le escapa que la manera de confluir puede tener efectos muy dispares sobre el cambio", en relación a las diferenciados éxitos de las fórmulas Barcelona en Comú, CSQEP y En Comú Podem. Y reconoce: "Una apresurada serie de convocatorias electorales nos obligó a improvisar acuerdos con diferentes grados de elaboración".
Por ello, considera prioritario dotar de "personalidad jurídica propia" al partido y de "capacidad para decidir de manera soberana en el ámbito catalán". Con estos supuestos cumplidos, según el documento, tendrá sentido "iniciar con otros confluentes catalanes una confluencia de cara a un acuerdo posterior de ámbito estatal". Este propósito entronca con las intenciones de Dante, cuyo proyecto político ya tendría afinidades con la confluencia de Barcelona en Comú de cara a la conformación de un futuro sujeto político catalán.
El manifiesto también hace hincapié en la "defensa de la plurinacionalidad" como parte del ADN de la formación y de interlocución con el Estado. Admite que "Podemos no ha tenido tiempo para afrontar su federalización interna" y que, por ello, hay que insistir en esta diferenciación. Raimundo Viejo, además, defendió que lo que ahora une a las fuerzas de la izquierda catalana es "la voluntad de resolver las discrepancias sobre el modelo territorial del Estado por la vía del referéndum".
Con todo esto, queda claro que en Catalunya se abre el debate para definir el futuro político de Podemos tras un periodo acelerado de citas electorales. Las bases del partido tendrán que decidir entre el debate planteado por Dante o por Viejo, sabiendo que el primero sí será candidato y el segundo, por ahora, lo rechaza. Y, quizá, la cuestión más importante: Dante parece que cuenta con el apoyo del partido liderado por la alcaldesa de Barcelona, Ada Colau, que facilitó el gran éxito electoral de En Comú Podem en las últimas elecciones generales. El proceso, sin embargo, será esta vez más largo."
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2015.01.30 01:53 FRIMO1962 Echenique y Rodríguez apoyan la candidatura alternativa a la de Iglesias en Madrid

Vuelve a evidenciarse la existencia de dos corrientes en Podemos que aseguran no estar enfrentadas, pero sí marcadas por sus “diferencias”. Los eurodiputados Pablo Echenique y Teresa Rodríguez han respaldado este viernes la candidatura de Miguel Urbán para la dirección de Podemos en la Comunidad de Madrid, donde tiene como principal competidor al equipo designado por el secretario general del partido, Pablo Iglesias.
Los nombres se repiten, pero el contexto es distinto. En este caso, y a diferencia de lo que ocurrió en el encuentro en el Palacio de Vistalegre, los máximos exponentes de la ya extinta candidatura Sumando Podemos disputarán al equipo oficialista el Consejo Ciudadano y la Secretaría General autonómica de la formación en Madrid, una plaza clave para Podemos.
Urbán lidera la candidatura Podemos Ganar Madrid, que parte como clara favorita junto a la del equipo Claro que Podemos, encabezada por Luis Alegre, secretario de Participación Interna, miembro de la Ejecutiva y de la dirección estatal y hombre de confianza de Pablo Iglesias.
En la lista de Alegre figuran varios de los componentes del Consejo Ciudadano estatal, mientras que la de Urbán está formada por personalidades conocidas fuera de Podemos, como el actor Alberto San Juan y el doctor Luis Montes, además de figuras con cierto peso dentro de la formación, como Diego Pacheco o el propio Urbán, uno de los fundadores de Podemos y también militante de Izquierda Anticapitalista, como Teresa Rodríguez.
La eurodiputada y candidata a la secretaría autonómica de Podemos en Andalucía ha publicado un mensaje en Twitter esta misma tarde, mostrando su apoyo a la lista de Podemos Ganar Madrid: “Estoy convencida de que @MiguelUrban y @P_Ganar_Madrid son la mejor opción para acabar con la dinastía del PP en Madrid. #ConUrbánAPorTodas”, reza el tuit de Rodríguez.
En esta línea, el candidato a liderar Podemos en Aragón Pablo Echenique también ha utilizado la red social para hacer público su respaldo a la lista que lidera Urbán, que esta misma tarde ha organizado un encuentro en Madrid para dar a conocer al resto de candidatos de su candidatura: “Impresionante lista en @P_Ganar_Madrid: http://buff.ly/1yCRgSC Un lujo su candidato a SG, @MiguelUrban, compañero y amigo #ConUrbánAPorTodas”, reza el tuit de Echenique.
Otros miembros de la formación como la excandidata a la dirección de Podemos en Madrid capital, Alicia Muñoz, también han mostrado su apoyo a esta lista, a dos semanas de que se abran las urnas y los más de 50.000 inscritos de Podemos en la comunidad decidan quiénes se sentarán en el Consejo Ciudadano autonómico.
Echenique, Rodríguez y el propio Iglesias han rechazado en innumerables ocasiones que las diferencias en su forma de concebir el funcionamiento del partido supongan un enfrentamiento, y se han empeñado en resaltar que estos debates suponen un reflejo de la pluralidad existente en el seno de la formación.
Urbán: “Vamos a hacer historia”
Entre 150 y 200 personas se han dado cita este viernes en el evento organizado por Podemos Ganar Madrid para presentar a los 32 candidatos (más el secretario general) de su lista.
La necesidad de seguir bebiendo de los movimientos sociales o de defender la pluralidad dentro de la organización; la lucha por la verdadera igualdad de género o la de contar con una ciudadanía organizada han sido algunas de las claves desgranadas por media docena de integrantes de esta candidatura. Cecilia Salazar (educación), Beatriz Gimeno (feminismo e igualdad), Luis Montes (políticas públicas) o Diego Pacheco (participación) han vendido este viernes las ventajas de su propuesta, insistiendo en que su rival no es Luis Alegre (cabeza de la lista de Claro que Podemos), sino Ignacio González y el Gobierno del PP o “de la mafia”.
“Vamos a hacer historia”, ha prometido este viernes Miguel Urbán, candidato a la Secretaría General autonómica. “Para mí, la historia no la hacen los grandes personajes, la hace la gente. La cambian los pueblos”, ha defendido.
En esta línea, el que fuera número 7 en las listas de Podemos para las elecciones europeas ha recordado también la importancia del proceso electoral que tendrá lugar este domingo en Grecia, para el que Syriza parte como clara favorita. “El domingo tenemos un partido fundamental: se llama Syriza, se llama Grecia, y ahí empieza el cambio en el sur de Europa”.
http://www.publico.es/politica/echenique-y-rodriguez-apoyan-candidatura.html
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2014.11.17 21:49 Dicea Consulta sobre estructura orgánica y financiera de los Círculos.

Hola compañeros. Comparto una consulta enviada al Equipo Técnico sobre la estructura orgánica y financiera de los círculos, por si es de utilidad para vosotros.
Elaborada por: Círculo de Cartagena. Comisión Jurídica.
Se han suscitado ciertas dudas sobre la interpretación del Manifiesto Organizativo y el Módulo 2 del Régimen Financiero de los Círculos.
1.- Ubicación en la estructura orgánica de Podemos. Especial referencia al artículo 47 del Manifiesto Organizativo de Podemos:
La Asamblea Ciudadana Territorial (arts 31 al 36 del Manifiesto Organizativo, en adelante MO) es el máximo órgano de decisión en PODEMOS del Territorio (art. 32.1 MO). Entre sus competencias se encuentran: - Art. 33.4 (MO).- Elegir un Consejo Ciudadano para el Territorio…y definir las funciones del mismo (párrafo 8 del mismo art.) - Párrafo 9.- Elegir y revocar al Comité de Garantías Democráticas… - Y, en lo que aquí importa, el párrafo 10: Aprobar los Reglamentos Organizativos territoriales y sus modificaciones.
Dentro de estos órganos podrían perfectamente incluirse los círculos… Como se ratifica con la siguiente cita: "El artículo 42 párrafo 2º, establece que será la Asamblea la que dotará a los círculos de un Reglamento, sin perjuicio del cumplimiento –dice la norma- de estos Estatutos y de su capacidad de autoregulación siempre dentro de ese marco."
El problema (y la consulta en este sentido organizativo) radica en la interpretación y cumplimiento de lo previsto en el artículo 47 del Manifiesto Organizativo cuando éste habla de que los círculos podrán constituirse en asociaciones o delegaciones del partido, pero siempre contando con personalidad jurídica propia.
La cuestión radica en si, en Derecho, cabría esa posibilidad de constitución en asociación cuando el resto de los órganos del partido (en la que nosotros incluiríamos los círculos) poseen una estructura administrativa y jerarquizada y, por tanto y en consonancia con lo dispuesto en la Ley Orgánica de Partidos Políticos (y en la Ley de Régimen Jurídico de las Administraciones Públicas y del Procedimiento Administrativo Común) están sujetos al derecho público o administrativo, mientras que las asociaciones pertenecen al ámbito jurídico privado.
Por consiguiente, la consulta que se formula sobre este aspecto es la de que si se ajusta a Derecho esa posibilidad de que los círculos se transmuten en asociaciones.
2.- Papel de los círculos en la estructura financiera del partido:
Nos hace pensar -aún más- que la finalidad de los documentos analizados es la de convertir a los círculos en asociaciones, dado el hecho de que en el Módulo 2 (o Financiero) se hable exclusivamente de esas posibles personas jurídico-privadas como una de las fuentes de obtención de ingresos por parte del partido.
En concreto existe un apartado en el Módulo 2 dedicado a la “Estructura financiera de los círculos” que, en lo que aquí importa establece que: «…La principal fuente de ingresos...debe provenir de “espacios abiertos a la ciudadanía donde se desarrollen actividades económicas…»
Sin entrar en más detalle que la de la naturaleza de las llamadas asociaciones vinculadas que, al igual que las fundaciones “vinculadas”, son entidades que se dedican a fines de estudio e investigación en el ámbito de las ciencias jurídicas y sociales (ejemplos de ello son las fundaciones “FAES” y la “Pablo Iglesias”, las dudas y consiguientes preguntas que formulamos desde este aspecto son:
1.- Al regularse en el Módulo 2 o Módulo de Financiación sólo las asociaciones ¿la alternativa del artículo 47 del Manifiesto Organizativo se desvanece y sólo quedará la posibilidad de que los círculos se conviertan en asociaciones?
2.- Las llamadas asociaciones vinculadas pueden recibir y de hecho reciben ayudas o subvenciones públicas y, por consiguiente y de acuerdo con la LO de Financiación de los Partidos Políticos no pueden ni siquiera hacer donaciones a los partidos políticos, cuanto menos financiarlos. (como nota al margen es sabido que ha habido problemas de corruptelas con algunas ‘relaciones’ de esta índole’). Luego no cabe la posibilidad de que existan asociaciones vinculadas al partido que sirvan a los efectos prevenido en el Módulo 2 ¿Es correcta nuestra interpretación?
3.- ¿Existiría la figura de la simple asociación (o sea, no asociada) que cumpliera con los fines financieros repetidos? Parece ser que su naturaleza, de acuerdo con la Ley Orgánica que las regula, la respuesta sería “No”. Y más porque el Art 13.2 de la L O Reguladora del derecho de asociación establece que los posibles beneficios que obtengan de sus actividades económicas se dedicarán exclusivamente al cumplimiento de sus fines.
Por tanto las preguntas se resumen en: 1.- El papel y la integración orgánica en el partido de los círculos. Si cabe ésta con la forma de asociaciones. 2.- ¿Cuál sería definitivamente la fórmula de financiación de los círculos?
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2014.10.21 10:59 fflorencio57 ¿Qué haría Podemos con el dinero de subvenciones recibidas por obtener votos y escaños en la elecciones?

Me parece que si le preguntamos a Pablo iglesias, a los Círculos no llegará ni un euro, y eso supondría la desaparición de los Círculos más pequeños, es decir, la gran mayoría, que cuentan con pocos recursos. Esto es lo que interpreto del Documento Organizativo de Pablo Iglesias. Vease art. 47: Artículo 47. Sobre la entidad jurídica de los Círculos validados. Al objeto de facilitar su independencia administrativa y financiera, los Círculos validados podrán tener entidad jurídica propia en el marco de la estructura partidaria. Esta personalidad jurídica será bien como Asociación bien como Delegación del partido, pero en ambos casos con personalidad jurídica propia, contabilidad y CIF propios, representación legal propia, ficheros de datos personales propios y, en general, cumplirá autónomamente todas las obligaciones derivadas de la personalidad jurídica. Los Consejos de Coordinación de los ámbitos superiores asesorarán y articularán formas de colaboración con estos Círculos sin asumir nunca como propias sus obligaciones legales. La personalidad jurídica propia estará siempre sujeta, no obstante, al cumplimiento de aquellas normas de rango general aprobadas por las estructuras de PODEMOS, en particular en el marco de su política de transparencia y financiación, y requerirá de la aprobación previa y posterior coordinación con el Consejo Ciudadano de orden territorial inmediatamente igual o superior. Fin de la Cita. Además, esto ¿qué supone? ¿Qué tenemos que crear miles de pequeños “Podemos” por toda España, con todos los trámites que eso conlleva?. Creo que los partidos de la Casta protegen mejor a sus agrupaciones, a sus bases. Prefiero pensar que estoy equivocado , que alguien me lo explique…..
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